Prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. Foto: Reprodução/ Redes Sociais
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), anunciou uma nova política municipal de “devolução” de pessoas que chegam à capital catarinense sem emprego ou moradia.
A medida foi apresentada em um vídeo publicado no último domingo (2), no qual o gestor detalhou o funcionamento do controle de fluxo de pessoas na rodoviária da cidade.
“Todos os dias, centenas de pessoas chegam em Florianópolis pela nossa rodoviária. Para garantir um controle de quem chega, instalamos aqui um posto avançado da nossa Assistência Social. Se chegou sem emprego e local para morar, a gente dá a passagem de volta”, afirmou o prefeito.
No vídeo, Topázio relata o caso de um homem que teria sido enviado por outro município até Florianópolis, mesmo sem vínculo algum com a cidade. Segundo ele, a Assistência Social foi encarregada de localizar um parente próximo para encaminhar a situação.
O prefeito também destacou que, desde o início da ação, mais de 500 pessoas já foram “devolvidas”.
“Não podemos impedir ninguém de tentar uma vida melhor em Florianópolis, mas precisamos manter a ordem e as regras. Quem aqui desembarca deve respeitar as nossas regras e a nossa cultura. Simples assim”, concluiu Topázio Neto.
O vereador Mateus Batista (União Brasil), de Joinville, em Santa Catarina, gerou forte polêmica ao defender um projeto de lei que pretende restringir a migração de pessoas vindas do Norte e do Nordeste para o município.
Nas redes sociais, o parlamentar, ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre), afirma que, se o fluxo migratório não for controlado, "Santa Catarina vai virar um grande favelão" (veja vídeo abaixo).
A proposta de Batista sugere que novos moradores tenham de comprovar residência em até 14 dias após a mudança, sob pena de não poderem permanecer legalmente em Joinville.
O parlamentar utiliza como argumento o pacto federativo, sistema que define a distribuição de recursos entre União, estados e municípios. Segundo Mateus, Santa Catarina "paga a conta duas vezes", uma vez que contribui com a arrecadação federal e ainda precisa lidar com a chegada de migrantes vindos de regiões que seriam "mal administradas".
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