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Piso nacional dos professores terá aumento inferior a 1% e preocupa parlamentares; confira

Docentes podem perder poder de compra diante de aumento abaixo da inflação.

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06 de janeiro de 2026 às 11:24   - Atualizado às 11:36

Parlamentares da Frente Parlamentar Mista da Educação

Parlamentares da Frente Parlamentar Mista da Educação Crédito: Chico Ferreira/Liderança PSB

A Frente Parlamentar Mista da Educação manifestou nesta segunda-feira (5/01/2026) preocupação com o reajuste do piso nacional do magistério para 2026, que, segundo estimativas preliminares, será inferior a 1%. O valor ainda precisa ser formalizado pelo Ministério da Educação (MEC), mas uma portaria interministerial publicada em dezembro de 2025 indica um aumento de apenas 0,37%, significativamente abaixo da inflação acumulada em 2025, que ficou em aproximadamente 4,31%.

Cálculo do reajuste e queda do VAAF

O índice do piso nacional é calculado com base na Lei do Piso (Lei 11.738/2008), que utiliza como referência o Valor Anual por Aluno (VAAF) do ano anterior. A recente redução no VAAF foi apontada como principal motivo para o reajuste tão baixo. Segundo especialistas, a queda do indicador resultou em um aumento mínimo no salário dos professores, achatando o índice previsto para o exercício de 2026.

Com base no cálculo preliminar, o piso nacional passaria de R$ 4.867 para R$ 4.885, um acréscimo de menos de R$ 20. Para a Frente Parlamentar, esse aumento “representa, na prática, perda do poder de compra para os professores da educação básica”.

Impactos para professores e educação

O reajuste mínimo preocupa sindicatos e lideranças do setor, que alertam para o impacto direto no salário de docentes de todo o país. Com o aumento abaixo da inflação, professores podem enfrentar dificuldades financeiras, além de redução do incentivo à valorização da carreira.

Além disso, o baixo reajuste pode afetar a qualidade da educação, uma vez que o piso nacional serve como referência para planos de carreira, negociações salariais estaduais e municipais e investimentos em formação docente. Especialistas em educação afirmam que a defasagem no salário do magistério compromete o desenvolvimento da educação básica no país e reduz a atratividade da carreira.

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Reações da Frente Parlamentar e próximos passos

Em nota, a Frente Parlamentar Mista da Educação destacou a necessidade de revisão do índice, considerando que o reajuste atual não acompanha o aumento do custo de vida. Parlamentares pedem atenção do MEC e do governo federal para garantir condições mínimas de valorização dos profissionais da educação.

O debate sobre o piso nacional deve se intensificar nos próximos dias, com expectativa de que sindicatos e associações de professores pressionem por reajuste emergencial ou medidas compensatórias. A publicação oficial do índice pelo MEC deve ocorrer nos próximos meses, definindo o valor exato que será pago em 2026.

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