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R$ 18 a mais no salário? Reajuste provoca indignação e MEC promete correção no piso dos professores

Categoria considera aumento "insuficiente", de apenas 0,37%, e ministro Camilo Santana diz que novo valor será divulgado ainda neste mês.

Pedão Repórter

10 de janeiro de 2026 às 12:58   - Atualizado às 12:59

MEC deve reajustar valor de aumento no piso salarial dos professores.

MEC deve reajustar valor de aumento no piso salarial dos professores. Foto: Agência Brasil

A reação ao reajuste anunciado para o piso salarial dos professores da educação básica ganhou força em todo o país e colocou o Ministério da Educação sob pressão. Sindicatos que representam a categoria rejeitaram o aumento de apenas R$ 18 no salário mínimo dos docentes e classificaram o percentual como insuficiente diante da inflação e das perdas acumuladas nos últimos anos.

Diante da repercussão negativa, o MEC afirmou que irá revisar o cálculo e prometeu divulgar um novo valor nas próximas semanas. O reajuste inicial corresponde a um aumento de aproximadamente 0,37%, índice que rapidamente gerou indignação entre educadores, dirigentes sindicais e especialistas em políticas públicas. Para as entidades representativas, o valor anunciado não recompõe sequer as perdas inflacionárias recentes e não atende ao espírito da política de valorização do magistério prevista em lei. 

Reajuste de R$ 18 gera reação imediata da categoria

Assim que o valor veio a público, sindicatos passaram a se mobilizar em diferentes estados, destacando que o aumento simbólico compromete a credibilidade do piso nacional do magistério. A avaliação é de que a medida enfraquece a carreira docente e desestimula profissionais que já enfrentam condições difíceis de trabalho, especialmente nas redes públicas municipais e estaduais.

Representantes da categoria apontam que, além do impacto financeiro direto, o reajuste baixo reforça um cenário de desvalorização histórica dos professores no Brasil. Para os sindicatos, o piso nacional deve funcionar como instrumento real de valorização e não apenas como um reajuste formal sem efeito prático na renda dos educadores.

MEC admite problema e promete novo cálculo

Diante da pressão crescente, o Ministério da Educação reconheceu que o valor divulgado pode ser revisto. O ministro Camilo Santana afirmou que a equipe técnica do MEC está reavaliando os dados utilizados no cálculo e que um novo valor para o piso salarial dos professores deverá ser anunciado ainda neste mês.

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Segundo o ministério, a revisão leva em conta questionamentos feitos por entidades sindicais e também a necessidade de alinhar o reajuste à legislação que regula o piso nacional do magistério. A promessa de um novo cálculo foi recebida com cautela pelos representantes da categoria, que afirmam aguardar um posicionamento oficial antes de suspender mobilizações.

Piso salarial é tema sensível para estados e municípios

A discussão sobre o piso dos professores envolve não apenas o governo federal, mas também estados e municípios, responsáveis diretos pelo pagamento dos salários. Prefeituras e governos estaduais acompanham o debate com atenção, já que qualquer reajuste impacta diretamente os orçamentos locais.

Gestores públicos defendem previsibilidade e clareza nos critérios de reajuste, enquanto os sindicatos reforçam que dificuldades fiscais não podem justificar aumentos considerados irrisórios para uma categoria essencial ao funcionamento do país.

Valorização do magistério volta ao centro do debate nacional

O episódio reacendeu o debate sobre a valorização dos professores no Brasil e expôs a fragilidade do modelo atual de atualização do piso salarial. Especialistas avaliam que a repercussão do reajuste de R$ 18 demonstra o distanciamento entre a política pública e a realidade vivida pelos profissionais da educação.

Com a promessa de revisão por parte do MEC, cresce a expectativa de que o novo valor anunciado seja capaz de reduzir a insatisfação da categoria e restaurar a confiança no compromisso do governo com a valorização do magistério. Até lá, sindicatos mantêm o discurso firme e não descartam novas mobilizações caso o reajuste final fique abaixo do esperado.

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