Piso dos professores. Foto: Agência Brasil
A discussão sobre o reajuste do piso nacional dos professores da educação básica no Brasil tem ganhado destaque no Ministério da Educação (MEC) e no Congresso, alimentada por projeções técnicas que indicam a possibilidade de um aumento real superior a 6% em 2026, ou seja, acima da inflação e capaz de ampliar o valor em termos monetários. Além de pressionar pela valorização da carreira docente, a perspectiva de ganho real reforça o debate sobre o financiamento da educação pública no país.
Atualmente, o piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica está em R$ 4.867,77 para uma jornada de 40 horas semanais. Esse valor foi reajustado em 6,27% no início de 2025, permanecendo como referência mínima obrigatória para salários de professores em estados e municípios de todo o país.
Considerando a estimativa de que o novo critério de reajuste pode resultar em um aumento de pouco mais de 6% para 2026, é possível calcular quanto isso representaria em reais para o piso. Tomando o valor atual de R$ 4.867,77 como base:
6% de R$ 4.867,77 equivale a aproximadamente R$ 292,07.
Com esse percentual aplicado, o piso poderia subir para cerca de R$ 5.159,84 mensais, um acréscimo real de quase R$ 300 por mês em comparação ao valor vigente.
Esses números são projeções com base nas discussões internas no MEC, que ainda não anunciou oficialmente o novo percentual nem formalizou a fórmula definitiva de cálculo para 2026. A expectativa é de que a divulgação ocorra até quinta-feira, 15 de janeiro, segundo confirmou o próprio ministro da Educação.
Nos bastidores, técnicos da educação e representantes de gestores públicos avaliam um modelo híbrido de reajuste que combine a inflação acumulada com uma parcela do crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Tal fórmula poderia oferecer mais estabilidade e garantir aumentos reais mais consistentes ao longo do tempo, mitigando oscilações que dependem apenas de índices de inflação ou da arrecadação em um ano específico.
Essa proposta ganhou impulso após críticas de gestores e entidades sindicais de que a fórmula atual nem sempre preserva o poder de compra dos professores diante das pressões inflacionárias e dos desafios de financiamento da educação pública.
Parlamentares da Frente Parlamentar Mista de Educação também têm cobrado uma regra que assegure reajustes que não fiquem abaixo da inflação, defendendo que a valorização do magistério seja central nas políticas educacionais.
O piso nacional funciona como referência, não substitui negociações locais, mas influencia diretamente salários pagos por estados e municípios. Por isso, qualquer mudança no cálculo tem impacto direto nos orçamentos públicos, nas negociações com sindicatos e na remuneração efetiva dos docentes.
Secretarias estaduais e municipais de educação acompanham atentamente a definição do novo índice para ajustar seus planos de carreira, prever impacto nas folhas de pagamento e iniciar negociações com as categorias.
Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e outras entidades representativas, um reajuste que incorpore ganho real e previsibilidade é essencial para preservar o poder de compra dos professores e valorizar a profissão a longo prazo.
A expectativa agora é que, com o anúncio oficial, gestores e educadores tenham maior clareza sobre o novo piso e as regras que irão orientar sua aplicação em 2026.
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