Perícia descarta acidente e aponta que Henry Borel teve morte 'lenta e agônica' Foto: Reprodução
Primeira testemunha a depor no quinto dia de julgamento sobre a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, o perito Luiz Carlos Leal Prestes afirmou nesta sexta-feira, 29 de maio, que Henry teve uma morte "lenta e agônica" e que "sofreu até sucumbir".
O perito defendeu que a criança já chegou ao hospital Barra D’Or, na zona sudoeste do Rio, morto, contrariando uma das versões da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, de que ele poderia ter morrido durante manobras de reanimação.
"Essa foi uma morte lenta, agônica. Essa criança sofreu. Com a multiplicidade de lesões, ela deve ter chorado e reclamado muito até desfalecer e entrar em óbito. Ela sofreu durante um tempo até sucumbir", afirmou.
Leal Prestes afirmou ainda que as múltiplas lesões encontradas em Henry não podem, "de forma nenhuma", terem sido causadas por uma queda acidental da cama, outra versão levantada pela defesa de Jairo.
"De forma nenhuma (queda como motivo das lesões). A agente começa a desconfiar dessa versão porque uma criança de 4 anos consegue se defender. Estamos falando de uma criança ativa. Uma queda poderia causar uma única lesão, jamais o que nós vimos, essa multiplicidade de lesões em várias regiões", afirma Prestes
Durante o depoimento de Prestes, Monique Medeiros precisou de atendimento médico ao ver as fotos do corpo de Henry serem exibidas para os jurados.
Prestes é a primeira testemunha a depor neste quinto dia de júri Além dele, são esperados os depoimentos do médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e do pai de Henry, Leniel Borel. Até o momento, dez pessoas já foram ouvidas. Ao todo, 27 testemunhas foram convocadas.
Já foram ouvidos no Tribunal do Júri:
Estadão Conteúdo.
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