Mero gigante, peixe ameaçado de extinção, é encontrado morto no litoral paulista. Créditos: Reprodução/Facebook/Daniel Prado
Um exemplar impressionante do peixe mero (Epinephelus itajara), espécie ameaçada de extinção, foi encontrado morto na praia da Barra do Una, em Peruíbe, litoral sul de São Paulo. Com cerca de 2,5 metros de comprimento e cerca de 200 quilos, o animal chamou atenção pela magnitude e pelo estado de decomposição em que foi localizado por moradores e monitores ambientais.
O mero é reconhecido como uma das maiores espécies de peixes ósseos do mundo e enfrenta graves ameaças em seu habitat natural, principalmente pela pesca excessiva e pela degradação dos manguezais, áreas essenciais para sua reprodução e sobrevivência. A espécie vive em águas salgadas e tropicais, habitando cavernas e recifes, locais que vem sendo cada vez mais impactados.
Ao longo dos últimos meses, este é o terceiro peixe desta espécie encontrado morto na região, todos com tamanho semelhante e sem sinais evidentes de ferimentos ou pesca predatória como arpão. A aparição desses animais mortos desperta preocupação entre ambientalistas e autoridades competentes, que buscam compreender as causas por trás dessas mortes, que ainda permanecem sem explicação detalhada.
Especialistas alertam que o mero está especialmente vulnerável a fatores ambientais adversos, como a poluição e a diminuição da qualidade da água, além da exploração durante o período de desova, que reduz a capacidade de renovação da espécie. Proteger essas populações é fundamental para evitar a extinção de uma espécie que tem papel crucial no equilíbrio ecológico marinho.
Além desse caso em Peruíbe, registros semelhantes foram feitos em outras localidades do litoral paulista, indicando um padrão preocupante que merece investigação aprofundada. Durante o inverno, periodicamente, peixes de grande porte da espécie mero aparecem mortos, associando-se a possíveis fatores naturais e humanos.
Diante deste cenário alarmante, reforça-se a importância da fiscalização rigorosa das práticas de pesca e da preservação dos manguezais e das áreas costeiras. A conscientização pública e políticas eficazes de proteção ambiental são essenciais para garantir que esses gigantes dos mares continuem a fazer parte da biodiversidade brasileira.
A espécie mero pode chegar a pesar até 400 kg e viver até 40 anos, valores que destacam sua grande importância biológica e o papel vital que desempenha na cadeia alimentar marinha. A perda desses indivíduos impacta não só a biodiversidade, mas também as comunidades pesqueiras e o turismo ecológico.
Enquanto as causas das mortes desses exemplares continuam sendo investigadas, o chamado à ação para proteger essa e outras espécies ameaçadas se intensifica. Somente com esforços conjuntos entre governo, cientistas e sociedade será possível reverter esse quadro preocupante.
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