Pastor é linchado por traficantes após denúncia de abuso sexual Foto: Reprodução
André Inocêncio Moraes dos Santos, de 38 anos, foi assassinado na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O homem de 38 anos era pastor e foi apontado como principal suspeito de ter abusado sexualmente da filha de uma das moradores da comunidade, que é dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP).
Segundo as Investigações da Polícia Civil, a mãe da garota supostamente violentada pelo religioso o denunciou para os traficantes da região por terem violentado a filha. Após a denúncia, membros da facção teriam torturado o pastor até a morte.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, André foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento com muitas lesões, mas não resistiu e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
O Terceiro Comando Puro (TCP), uma das principais facções criminosas do Brasil, continua a desafiar as autoridades e a expandir sua atuação em território nacional. Fundado em 2002, após uma dissidência do Terceiro Comando, o grupo se consolidou como rival histórico do Comando Vermelho, principal facção do Rio de Janeiro.
O TCP surgiu após uma rebelião em presídios do estado, marcada por mortes de líderes do Terceiro Comando. Seus fundadores, conhecidos pelo apelido de “Facão” e “Robinho Pinga”, criaram o grupo com a intenção de manter uma facção “pura”, sem alianças com outros grupos criminosos. Desde então, a facção se espalhou por diversas favelas da Zona Norte e Oeste do Rio, estabelecendo forte presença em comunidades como a Maré e Bangu.
A facção é conhecida pelo controle territorial rigoroso, pela atuação no tráfico de drogas, extorsão e homicídios, e pelo uso de estratégias simbólicas e religiosas para consolidar sua influência social. Pesquisas jornalísticas apontam que, em algumas comunidades, o TCP chegou a impor cultos evangélicos e restringir práticas de religiões afro-brasileiras, numa combinação de dominação social e controle criminoso.
Nos últimos anos, o TCP ampliou sua presença para outros estados, como Ceará, Espírito Santo e Amazonas. Em 2025, vídeos divulgados por membros do grupo mostraram ostentação de armas e afirmações de domínio em novos territórios, demonstrando a capacidade de expansão da facção apesar das constantes operações policiais.
Especialistas em segurança pública alertam que a atuação do TCP gera impactos profundos nas comunidades: aumento da violência, precarização de serviços públicos e imposição de uma lógica de medo e submissão. A complexidade do combate ao grupo reside justamente na combinação de força militar, influência social e poder simbólico que a facção exerce sobre os moradores das áreas sob seu controle.
O Rio de Janeiro e outros estados seguem enfrentando o desafio de conter o crescimento do TCP, que permanece como um dos maiores símbolos do crime organizado no país. Operações policiais recentes mostram confrontos frequentes e mortes em favelas, mas o grupo ainda mantém força e capacidade de atuação, mostrando que a guerra pelo controle territorial no Brasil está longe de terminar.
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