Representante da família de Eliza Samudio explica passaporte encontrado em Portugal. Fotos: Redes Sociais
O passaporte de Eliza Samudio encontrado em Portugal no fim de 2025 pode, na verdade, ter sido perdido pela própria modelo durante sua primeira viagem ao país europeu em 2007, segundo afirmou nesta quarta-feira (7) a representante legal da família. A declaração traz um novo contexto ao documento localizado quase 16 anos após o assassinato da modelo, cujo corpo nunca foi encontrado. Se tornando em um dos crimes mais lembrados da história criminal brasileira.
O documento, que estava em poder do Consulado-Geral do Brasil em Lisboa após ter sido achado em um imóvel particular por um cidadão português, teria sido deixado na Europa durante a estadia de Eliza naquele ano. Em 2007, ao perder o passaporte, a modelo precisou de uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB) emitida pelo consulado para voltar ao país, conforme relato de Maria do Carmo Santos, madrinha de Bruninho, filho de Eliza, e representante da família.
“Quando você vai para o exterior e perde um passaporte, você tem que ir à embaixada explicar e eles lhe dão uma declaração, e ela voltou em novembro de 2007”, explicou Maria do Carmo, lembrando que o consulado brasileiro então autorizou o retorno da modelo ao Brasil.
A família afirmou que a notícia sobre o documento, encontrada tantos anos depois, provocou abalos emocionais. Eles classificaram a divulgação da descoberta como “crueldade” diante da memória de Eliza e do impacto sobre sua mãe, Sônia Moura, e o neto Bruninho, que hoje é adulto.
Segundo Maria do Carmo, a expectativa é ter acesso ao passaporte caso sua autenticidade seja confirmada, não como prova de fatos inéditos, mas como um objeto de memória da filha e mãe. A declaração lembra que, apesar da localização do documento, não há qualquer dúvida por parte da família de que Eliza está morta desde 2010.
O passaporte atribuído a Eliza foi emitido em 2006 e estava expirado e cancelado, com apenas um carimbo de entrada em Portugal datado de 5 de maio de 2007, sem registros de saída, conforme informações divulgadas por veículos que tiveram acesso ao documento após sua localização.
O caso que marcou o Brasil aconteceu em 2010, quando Eliza, então com 25 anos, desapareceu após comunicar conhecidos sobre uma viagem. Investigações apontaram que ela foi assassinada e oculta em Minas Gerais, sob organização de pessoas próximas ao ex-goleiro Bruno Fernandes, com quem tinha um relacionamento e um filho. Embora vários réus tenham sido condenados, o corpo nunca foi encontrado, mantendo um ponto de lacuna na história.
Após ser entregue ao Consulado em Lisboa, o passaporte foi comunicado oficialmente ao Itamaraty, que deve orientar os trâmites finais sobre sua destinação, seja a devolução à família ou outra medida prevista em protocolo diplomático. Ainda não há previsão sobre quando isso ocorrerá.
A localização do passaporte agora reacende dúvidas e reflexões sobre episódios da vida de Eliza antes de sua morte e traz novamente à tona uma das histórias mais emblemáticas da violência contra a mulher no Brasil, cujo desfecho material, encontrando um objeto tão pessoal, não diminui a dor, mas lembra dos fatos que ficaram sem respostas completas ao longo de mais de uma década.
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