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Ovo de Páscoa que matou irmãos no Maranhão estava envenenado com chumbinho, diz Polícia Civil

A mãe das crianças, Mirian Lira, também consumiu o doce contaminado. Ela foi internada em estado grave, mas conseguiu se recuperar.

Fernanda Diniz

30 de abril de 2025 às 14:31   - Atualizado às 15:05

Ovo de Páscoa que matou irmãos no Maranhão estava envenenado com chumbinho.

Ovo de Páscoa que matou irmãos no Maranhão estava envenenado com chumbinho. Foto: Reprodução

A Polícia Civil confirmou, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 30 de abril, que o ovo de Páscoa consumido pelos irmãos Luís Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, estava envenenado com chumbinho, um pesticida altamente tóxico, comercializado ilegalmente no Brasil para controle de roedores.

Os irmãos morreram com cinco dias de diferença. Luís faleceu pouco tempo após ingerir o chocolate. Evelyn chegou a ser internada em estado grave na UTI, mas não resistiu, vindo a óbito por choque vascular e falência múltipla de órgãos, segundo a equipe médica.

A mãe das crianças, Mirian Lira, também consumiu o doce contaminado. Ela foi internada em estado grave, mas conseguiu se recuperar e recebeu alta hospitalar após melhora no quadro clínico.

A principal suspeita de ter enviado o chocolate envenenado, Jordélia Pereira, permanece presa. A confirmação da presença do veneno veio a partir de laudos do Instituto de Criminalística, que identificaram o chumbinho no ovo de Páscoa, nos corpos das vítimas e em materiais apreendidos com Jordélia no momento da prisão.

Com base nas provas periciais, a polícia concluiu o inquérito e deve indiciar a suspeita por duplo homicídio e tentativa de homicídio por envenenamento.

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Mãe pede justiça 

A Polícia Civil do Maranhão continua investigando o caso que envolve uma família do município de Imperatriz, vítima de ter consumido um ovo de Páscoa envenenado. A mulher de 36 anos apontada como a principal suspeita, presa em flagrante no dia 17 de abril, permanece detida. Duas crianças morreram. (Veja vídeo abaixo)

Em entrevista à TV Mirante, da Globo, Mirian Lira, que perdeu os dois filhos, disse que só quer justiça.

"Só Deus. Daqui para frente não tenho nem um pouco de noção de como que vai ser. Só quero que seja feita justiça porque foram meus dois filhos que eu não vou ter mais de volta. Só o que eu peço é justiça", disse a mãe que recebeu alta hospitalar.

O chocolate supostamente envenenado foi entregue na residência da família na noite do dia 16 por um mototaxista contratado pela suspeita. Não há indícios da participação dele no crime, segundo a polícia.

Mirian e os dois filhos passaram mal após comerem o ovo de Páscoa. O menino morreu no dia 17 e a menina, que estava internada com a mãe, faleceu na terça-feira, 22.

"Quando chegou a embalagem, me ligaram, né? Perguntando se eu tinha recebido. Só que na minha cabeça, eu achei que fosse o povo da Cacau Show confirmando se eu tinha recebido a embalagem. Eu apenas falei que tinha recebido e não procurei investigar de onde que veio. Não lembro a ordem (de quem comeu primeiro). Provamos juntos praticamente ao mesmo tempo", afirmou ela à emissora.

Veja vídeo: 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Caso sob investigação

As investigações iniciais apontam que ciúme e vingança podem ter sido a motivação para a mulher envenenar o chocolate e enviar para a família, de acordo com a Polícia Civil.

"O atual companheiro da vítima, mãe das crianças também supostamente envenenadas, é ex-companheiro da suspeita. Ele foi ouvido pelos policiais e seu depoimento foi fundamental para que se chegasse até a mulher e fosse efetuada a prisão dela", disse a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão.

Prisão

A polícia chegou até a suspeita depois de analisar imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial da cidade maranhense. No vídeo, a mulher apareceria usando peruca e comprando o chocolate.

"Além disso, a prisão teve como base depoimentos de testemunhas e familiares que indicavam a mulher como sendo a principal suspeita de cometer o crime", disse a Polícia Civil.

Os agentes conseguiram interceptar e prender a mulher em uma rodovia. A suspeita estava em um ônibus intermunicipal viajando de Imperatriz para Santa Inês, município onde residia.

Na ocasião, os policiais civis apreenderam duas perucas (uma loira e outra preta), restos de chocolate, remédios e passagens de ônibus. Um dos bilhetes foi comprado na última segunda-feira, 14, dois dias antes de a família receber a encomenda.

Durante o curto período em que esteve em Imperatriz, a suspeita ficou hospedada em um hotel.

O corpo da criança foi submetido a exame de necropsia no Instituto Médico Legal de Imperatriz e a Polícia Civil aguarda o laudo pericial para confirmar a causa da morte.

O Instituto de Criminalística da cidade também foi requisitado para fazer a coleta de material para análise laboratorial das vítimas que estavam hospitalizadas, na ocasião, mãe e filha. Amostras do ovo de Páscoa também foram encaminhadas para análise O resultado deve sair em breve.

Estadão Conteúdo 

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