Nova carteira de identidade nacional - CIN Créditos: Reprodução/Divulgação
O governo federal divulgou um cronograma importante para a obrigatoriedade do uso da biometria integrada à nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como requisito para concessão, renovação e manutenção de benefícios sociais em todo o país. A medida, que será implementada de forma gradual, tem como objetivo principal reduzir fraudes e garantir maior segurança nos programas sociais que atendem cerca de 68 milhões de brasileiros.
A partir de 21 de novembro de 2025, o Decreto que regula essa obrigatoriedade entra em vigor, priorizando o uso da CIN como base biométrica oficial. Quem solicitar novos benefícios ou realizar renovações deverá comprovar seu registro biométrico, que pode ser feito por meio da nova carteira ainda a ser emitida. Para aqueles que já possuem biometria registrada em outras bases públicas, como o cadastro eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a exigência da nova carteira só valerá a partir de 1º de janeiro de 2028.
O cronograma prevê uma transição escalonada:
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, destacou que não haverá bloqueio automático de benefícios, e será feita uma busca ativa para orientar as famílias que ainda precisam se regularizar. Ela ressaltou a importância da biometria para dar mais segurança, agilidade e reduzir fraudes nos programas sociais.
O governo também estabeleceu exceções para alguns grupos que enfrentam dificuldade para fazer o cadastro biométrico, tais como:
Essas dispensas visam garantir a inclusão de públicos vulneráveis que poderiam ser prejudicados pela exigência.
A nova Carteira de Identidade Nacional unifica cinco documentos em um só, utilizando o CPF como número oficial e agregando dados biométricos para aumentar a confiabilidade dos registros. O documento está disponível em formato digital, papel e cartão, com código QR para segurança dos dados.
Até 2032, o antigo RG continuará válido, mas a expectativa do governo é que a nova identidade biométrica seja adotada por toda a população até essa data.
Segundo estimativas, cerca de 84% dos atuais beneficiários já possuem biometria registrada, com a maior parte dos sem cadastro biométrico sendo crianças. A exigência visa coibir fraudes, proteger recursos públicos e garantir que os benefícios cheguem a quem realmente tem direito.
Programas que serão afetados incluem Bolsa Família, seguro-desemprego, abono salarial, benefícios do INSS, entre outros. Para garantir a manutenção dos auxílios, o beneficiário deverá apresentar documentação com biometria quando exigido no processo cadastral.
Beneficiários sem biometria precisam procurar os institutos de identificação dos estados ou do Distrito Federal para realizar o cadastro e emitir a CIN. Para quem não possui digitais, será possível a utilização da biometria facial, garantindo o acesso à documentação.
O governo enfatiza que o processo será feito com comunicação clara aos cidadãos e ampla oferta de atendimento para evitar desinformação, filas e bloqueios indevidos.
A implementação da biometria na nova Carteira de Identidade Nacional representa um avanço importante para a segurança social no Brasil. Ao unificar os dados biométricos e exigir essa comprovação nas concessões de benefícios, o governo busca reduzir fraudes, agilizar processos e proteger os recursos públicos que atendem milhões de cidadãos.
Além disso, a medida procura equilibrar a necessidade de segurança com a inclusão, estabelecendo prazos, exceções e comunicação ativa para garantir que nenhuma família seja prejudicada inadvertidamente.
A nova política, além de modernizar o sistema de identificação nacional, introduz maior transparência e controle nos programas sociais, essenciais para o funcionamento justo do sistema de proteção social brasileiro.
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