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Moraes marca reunião com governador e prefeito do Rio para debater megaoperação mais letal no estado

Alexandre de Moraes é relator temporário do processo conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual a Corte já determinou medidas para combater a letalidade policial na capital fluminense.

Cami Cardoso

01 de novembro de 2025 às 09:09   - Atualizado às 09:49

Moraes marca reunião com governador e prefeito do Rio para debater megaoperação mais letal no estado

Moraes marca reunião com governador e prefeito do Rio para debater megaoperação mais letal no estado Foto: Agência Brasil / Tomaz Silva/ Antônio Augusto

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para a próxima segunda-feira (3), às 18h, uma reunião com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

O encontro será após as reuniões agendadas com o governador do estado, Cláudio Castro, e outras autoridades, para tratar da Operação Contenção, que deixou mais de 120 mortos na capital fluminense.

A reunião com Castro está prevista para as 11h. Durante o encontro, o governador deve apresentar os 18 esclarecimentos solicitados pelo ministro sobre a operação.

Em seguida, o ministro se encontrará com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro; o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e representantes da Defensoria Pública do estado.

Alexandre de Moraes é relator temporário do processo conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual a Corte já determinou medidas para combater a letalidade policial na capital fluminense.

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O ministro foi escolhido para tomar decisões urgentes envolvendo o processo, diante da ausência de um relator para o caso. A ação era comandada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou. 

Megaoperação no Rio de Janeiro

maioria da população brasileira é favorável à megaoperação policial contra o Comando Vermelho (CV) que deixou 121 mortos, deflagrada no Rio de Janeiro na última terça-feira, 28 de outubro, aponta pesquisa AtlasIntel.  O levantamento divulgado nesta sexta-feira, 31, mostra que 55,2% aprovam a ação, enquanto 42,3% desaprovam.

A chamada Operação Contenção superou o número de mortes de Jacarezinho (2021) e Vila Cruzeiro (2022) - todas na gestão atual -, tornando-se a ação mais letal já registrada na história do Estado. Em coletiva de imprensa após os confrontos, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que as únicas vítimas foram os quatro policiais mortos na ação.

Na cidade do Rio, o apoio é ainda maior: 62,2% aprovam a megaoperação, e 62,3% dizem que a força policial agiu de forma adequada. Entre moradores de favelas, o respaldo chega a 80%, contra 51% entre os que vivem fora dessas áreas.  Entre os entrevistados em todo o território nacional, 52,5% consideram adequado o nível de violência empregado pelas polícias, ante 45,8% que o avaliam como excessivo.

A pesquisa indica também que 56% dos brasileiros defendem novas megaoperações, enquanto 35% são contra. No Rio, o índice de apoio sobe para 62%, ante 32% contrários.

O levantamento avaliou ainda a percepção sobre o desempenho de autoridades na Segurança Pública. Metade dos brasileiros (50%) desaprova a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 31% aprovam e 19% consideram regular. Entre os governadores, a desaprovação é de 35%, com 28% de aprovação e 36% de avaliação regular.

Na cidade do Rio de Janeiro, 59% desaprovam a atuação de Lula na segurança e 27% aprovam. Já o governador Cláudio Castro tem 45% de desaprovação e 36% de aprovação.

Os governadores de direita se reuniram na quinta-feira, 30, e anunciaram a criação do "Consórcio da Paz", que consistirá na troca de experiências, ações e equipamentos para o combate ao crime organizado. Eles também rechaçaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

Estiveram no encontro os governadores Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ronaldo Caiado (União), de Goiás, e Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul, além da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou das discussões remotamente.

O chefe do Executivo paulista disse que a ação foi "necessária" e que conta com o entendimento e respaldo dos demais gestores estaduais.

"Acho que é uma operação, primeiro, necessária. Você tem uma questão de domínio de território por facções criminosas, e isso configura perda de soberania", disse Tarcísio, fazendo contraponto ao discurso de soberania nacional do presidente Lula

A pesquisa AtlasIntel também testou o apoio a medidas federais no contexto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO): 64% dos brasileiros defendem o envio de veículos blindados ao Rio, e 19% são contra.

Ao solicitar ajuda federal, Castro não pediu GLO.

"O governador não tem que pedir GLO. O governador pede ajuda, pede gente, infraestrutura, recurso, inteligência. O instrumento jurídico quem define é o governo federal", afirmou Castro, em coletiva.

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