O principal objetivo do movimento é combater o estigma em torno dos cultos e religiões afro-brasileiras, frequentemente associados de forma equivocada a coisas negativas e ao diabo.
Marcha para Exu acontece neste domingo (17) com o tema 'Nunca foi sorte, sempre foi macumba' Foto: Reprodução/Internet/RevistaCenarium
Neste domingo, 17 de agosto, será realizada a terceira edição da Marcha para Exu, em homenagem a uma das principais figuras das religiões de matriz africana. Neste ano, o evento busca se consolidar como manifestação religiosa após a ampla aceitação das edições anteriores.
Desde a primeira edição, a Marcha acontece na Avenida Paulista, em São Paulo, com início previsto para as 11h. O principal objetivo do movimento é combater o estigma em torno dos cultos e religiões afro-brasileiras, frequentemente associados de forma equivocada a coisas negativas e ao diabo.
Para ampliar seu alcance, a organização aposta na participação de influenciadores e artistas de diferentes regiões do país. A intenção, segundo os organizadores, é evidenciar a pluralidade de Exu.
Exu é uma das entidades mais conhecidas e, ao mesmo tempo, mais estigmatizadas das religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda. No imaginário popular, influenciado por preconceitos históricos e pela intolerância religiosa, ele é muitas vezes associado ao mal ou ao diabo. Contudo, dentro das tradições afro-brasileiras, Exu ocupa um papel fundamental como orixá ligado à comunicação, ao movimento e à abertura de caminhos.
Originário da tradição iorubá, Exu é considerado o mensageiro entre os homens e os outros orixás. Nenhum pedido ou oferenda chega às divindades sem passar por ele, o que o torna indispensável nos rituais. Por isso, costuma ser saudado no início das cerimônias. É também um orixá ligado à vitalidade, à energia e à transformação, características que se refletem em sua imagem de guardião das encruzilhadas e dos caminhos.
A representação de Exu varia conforme cada tradição. No Candomblé, ele é visto como uma divindade complexa, associada tanto à fertilidade quanto à justiça. Já na Umbanda, sua imagem é muitas vezes ligada às linhas de entidades conhecidas como Exus e Pombagiras, espíritos que atuam na proteção, na quebra de demandas e na defesa dos fiéis.
A demonização de Exu remonta ao período da colonização, quando as práticas africanas foram criminalizadas e comparadas ao satanismo pelas influências do cristianismo europeu. Esse preconceito persiste até hoje, mas tem sido cada vez mais combatido por lideranças religiosas, acadêmicos e movimentos culturais.
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