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Marcas de leite condensado são proibidas pela Anvisa por risco de contaminação bacteriana

O teste mede a quantidade de bactérias Staphylococcus aureus em alimentos, bebidas e embalagens, que, em níveis elevados, podem causar intoxicações alimentares e outras doenças.

Cami Cardoso

04 de fevereiro de 2026 às 10:55   - Atualizado às 11:18

Marcas de leite condensado são proibidas pela Anvisa por risco de contaminação bacteriana

Marcas de leite condensado são proibidas pela Anvisa por risco de contaminação bacteriana Foto: Reprodução / Internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, a interdição cautelar do leite condensado semidesnatado La Vaquita e apreendeu os suplementos Glicojax e Durasil.

O lote do leite condensado foi reprovado no teste microbiológico Estafilococos Coagulase Positiva (ECP), após análises fiscais do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels. O teste mede a quantidade de bactérias Staphylococcus aureus em alimentos, bebidas e embalagens, que, em níveis elevados, podem causar intoxicações alimentares e outras doenças.

A Anvisa atribuiu o leite condensado La Vaquita à empresa Apti Alimentos, porém, a alimentícia afirmou, em nota oficial, que o produto não faz parte do seu portfólio e que foi associado erroneamente pela agência de vigilância sanitária.

Suplementos

A Anvisa constatou que os suplementos Glicojax e Durasil possuem origem desconhecida e utilizam propagandas enganosas. O Glicojax diz possuir benefícios terapêuticos, como auxílio no controle da glicose sanguínea, suporte cardiovascular, suporte à saúde metabólica e controle da diabetes. Segundo a Anvisa, tais benefícios não apresentam comprovação científica.

Já o suplemento em gotas da marca Durasil promete aliviar dores e melhorar a função erétil. O produto também tem o fabricante desconhecido.

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A Agência Brasil entrou em contato com as plataformas de vendas online Shopee e Mercado Livre, que comercializam o suplemento.

Em nota, a Shopee informou que cumpre as regulamentações e leis locais e exige que os vendedores da plataforma também estejam em conformidade. 

“Assim que tomou conhecimento da determinação, a Shopee removeu prontamente os anúncios em questão. Os produtos comercializados na plataforma passam por uma série de triagens, e os itens que violam normas regulatórias ou as nossas políticas são removidos, e a loja, penalizada, para proteger os usuários,” escreveu a empresa.

O Mercado Livre que os termos de uso da plataforma proíbem a venda de produtos não autorizados pela Anvisa.

“A plataforma mantém atuação contínua no combate à venda de itens irregulares, por meio do uso de tecnologia própria, equipes especializadas de monitoramento e canais de denúncia. Sempre que um anúncio em desacordo com as regras é identificado, o conteúdo é prontamente retirado do ar e o vendedor está sujeito às medidas previstas, que podem incluir suspensão ou bloqueio da conta,” informou.

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