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Mãe fere enfermeira com agulha contaminada por HIV após acusar profissional de má conduta com bebê

De acordo com o boletim de ocorrência, o incidente ocorreu enquanto a profissional realizava uma coleta de sangue da criança.

Cami Cardoso

30 de setembro de 2025 às 10:05   - Atualizado às 10:39

Mãe fere enfermeira com agulha contaminada por HIV após acusar profissional de má conduta com bebê

Mãe fere enfermeira com agulha contaminada por HIV após acusar profissional de má conduta com bebê Foto: Freepik

A mãe de um bebê de três meses feriu uma enfermeira com uma agulha contaminada por HIV durante atendimento no Hospital Infantil João Paulo II, em Belo Horizonte. De acordo com o boletim de ocorrência, o incidente ocorreu enquanto a profissional realizava uma coleta de sangue da criança. A mulher retirou a agulha e atingiu propositalmente a mão da enfermeira.

A enfermeira, de 52 anos, relatou que o ataque aconteceu de forma inesperada. A mãe afirmou não suspeitar que o bebê estivesse infectado. Após o ocorrido, a criança passou por exame, que confirmou resultado positivo para HIV.

A autora do ataque, de 25 anos, negou a versão da enfermeira. Segundo ela, retirou a agulha por considerar inadequada a forma como o procedimento estava sendo feito e garante que não atacou a profissional, afirmando que jogou a agulha no chão. Além de reclamar da conduta dos profissionais que a atenderam, a mãe da bebê também criticou as condições da unidade. 

A enfermeira precisou receber medicação para prevenir contra o HIV, por isso, foi encaminhada para o Hospital João XXIII. Já a criança, segue hospitalizada sob a tutela da avó materna. 

A Polícia Civil informou que a mãe da criança foi ouvida pela 2ª Central Estadual de Plantão Digital e detida pelo crime de perigo de contágio de doença grave. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública comunicou que a mulher deu entrada no presídio de Vespasiano.

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O que é HIV?

O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o agente causador da AIDS, uma doença que ataca o sistema imunológico, responsável por proteger o corpo contra infecções. Quando não tratado, o HIV enfraquece as defesas do organismo, tornando a pessoa mais suscetível a doenças oportunistas, que podem ser graves e até fatais.

A transmissão do vírus ocorre principalmente por meio de relações sexuais sem proteção, compartilhamento de seringas contaminadas, transfusões de sangue não testado e da mãe para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. O uso de preservativos, a testagem regular e o tratamento adequado são medidas essenciais para prevenção e controle do HIV.

Não existe cura definitiva para o HIV, mas os tratamentos antirretrovirais permitem que a pessoa viva por muitos anos com qualidade de vida, mantendo a carga viral indetectável e, assim, sem risco de transmitir o vírus a outras pessoas. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Além do aspecto médico, a luta contra o HIV envolve conscientização e combate ao preconceito. A informação correta ajuda a reduzir estigmas e promove o acesso a cuidados de saúde, testagem e apoio social, essenciais para o bem-estar das pessoas vivendo com o vírus.

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