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Lula conversa com presidente interina da Venezuela, por telefone, após captura de Maduro

Segundo informações do Palácio do Planalto, a conversa telefônica tratou da situação política daquele momento, sem mais detalhes.

Gabriel Alves

05 de janeiro de 2026 às 16:33   - Atualizado às 16:33

Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e Lula.

Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e Lula. Fotos: Vice-presidência da Venezuela/Reprodução e Bruno Peres/Agência Brasil. Arte: Portal de Prefeitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou por telefone, na manhã do sábado, 3 de janeiro, com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o comando interino do país após a invasão militar dos Estados Unidos (EUA), em Caracas, que resultou na captura do presidente, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cília Flores.

Segundo informações do Palácio do Planalto, a conversa telefônica tratou da situação política daquele momento, sem mais detalhes. Desde ontem (4), as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.

Em carta pública endereçada ao presidente dos EUA, Donald Trump, a presidente interina classificou como prioritário avançar para um relacionamento "equilibrado e respeitoso" com o país norte-americano, "baseado na igualdade e não na ingerência".

Já pelo lado de Trump, houve indicação de que os EUA pretendem exigir que seus interesses sejam atendidos pelo governo interino da Venezuela. O presidente dos EUA já deixou claro que quer controlar as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo.

Sequestrados em Caracas e levados à Nova York, onde estão detidos em um presídio federal, Maduro e Cília Flores passaram por audiência de custódia no Tribunal Federal da cidade. Eles foram notificados de maneira oficial sobre seus supostos crimes. O casal está detido em um presídio federal no bairro do Brooklyn, também em Nova York.

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Maduro e sua esposa são acusados de comandar um governo corrupto e sem legitimidade. Também há acusações de promover o narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. As acusações não trazem provas.

Agência Brasil

Operação na Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, na noite do domingo, 4 de janeiro, realizar uma operação militar na Colômbia, após as ofensivas lançadas na Venezuela na manhã do sábado (3), o que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro.

De acordo com as declarações do chefe da Casa Branca dadas à imprensa, enquanto estava a bordo do Air Force One, "a Colômbia também está muito doente, assim como a Venezuela". Trump também acusou o presidente colombiano, Gustavo Petro, primeiro líder de esquerda a governar o país, de estar ligado ao tráfico de drogas.

"(A Colômbia é) governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos. E ele não vai fazer isso por muito tempo", comentou.

Quando questionado se isso poderia significar uma ação dos EUA contra Petro, Trump respondeu: "Parece bom para mim".

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