Brasil vive marco histórico nesta sexta (19/12/2025): lançamento comercial do foguete Hanbit-Nano. Foto: INNOSPACE/Divulgação
Um ronco ensurdecedor ecoará pelo litoral maranhense nesta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, marcando a entrada triunfal do Brasil no exclusivo clube dos lançamentos espaciais comerciais. O foguete Hanbit-Nano, desenvolvido pela startup sul-coreana Innospace, está pronto para decolar do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, em um evento que promete visibilidade global. A transmissão ao vivo começa às 14h45 pelo canal oficial da Innospace no YouTube, com a decolagem prevista para 15h45 (horário de Brasília).
Essa não é apenas uma missão técnica: representa anos de investimentos, parcerias internacionais e superação de desafios. Após dois adiamentos, o primeiro em novembro e o segundo na quarta-feira (17), devido a uma anomalia no sistema de refrigeração do oxidante, a equipe priorizou a segurança absoluta. “Qualquer risco interrompe a contagem”, reforça o Major Robson Coelho de Oliveira, chefe de operações do CLA.
Localizado a apenas 2,8 graus da linha do Equador, o CLA oferece vantagens únicas para lançamentos orbitais. Sua posição geográfica reduz o consumo de combustível em até 30% para órbitas equatoriais, tornando-o competitivo no mercado global avaliado em bilhões de dólares. O Hanbit-Nano, com 21,8 metros de altura, 1,4 metro de diâmetro e 20 toneladas, usa propulsão híbrida (sólida e líquida) para alcançar 300 km de altitude em órbita baixa da Terra (LEO), com inclinação de 40 graus.
A Força Aérea Brasileira (FAB) coordena a operação, monitorando pressões de tanques, ignição, softwares e meteorologia em uma sala de controle com 27 profissionais. Vento forte, chuva ou raios podem adiar novamente, a janela vai até 22 de dezembro. Historicamente, esses fatores causam 70% dos atrasos mundiais.
Dentro da coifa superior, oito cargas úteis aguardam o cosmos: cinco nanossatélites e três experimentos não separáveis. Destaque para contribuições nacionais:
Experimentos indianos complementam a missão, totalizando 18 kg de payloads para até 90 kg de capacidade.
Essa integração simboliza parcerias público-privadas, fruto de edital da Agência Espacial Brasileira (AEB) de 2020. “É o estímulo ao desenvolvimento socioeconômico de Alcântara”, celebra o presidente da AEB, Marco Antonio Chamon.
O CLA carrega memórias dolorosas. Em 2003, a explosão do foguete VLS-1 matou 21 técnicos, paralisando o programa espacial brasileiro por anos. Hoje, protocolos rigorosos, como neutralização controlada em caso de desvios, garantem segurança. A ministra Luciana Santos, de Ciência e Tecnologia, vê no Hanbit-Nano “o compromisso com inovação e competitividade”.
Para a Innospace, é o voo inaugural do Hanbit-Nano HyPER, com motores de 245 kN no primeiro estágio e 34 kN no segundo. O sucesso abre portas para missões futuras, como o Hanbit-Micro e Hanbit-Mini, capazes de 170 kg e 1.300 kg, respectivamente.
Acompanhe pelo YouTube da Innospace (link na bio de canais oficiais). Em três minutos, o foguete atinge o espaço. Qualquer anomalia ativa contingências. Economistas preveem que lançamentos comerciais gerem R$ 1 bilhão anuais em Alcântara até 2030, criando empregos e atraindo investimentos.
Esse marco não é só técnico: é um divisor para o Brasil sonhar alto. Enquanto o mundo observa, Alcântara prova que o céu, ou melhor, o espaço, é o limite. Fique ligado: o futuro começa agora.
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