Principal central de abastecimento do estado é alvo de incêndio devastador; pavilhão com dezenas de lojas afetadas e situação mobiliza centenas de profissionais.
Incêndio atinge Ceasa em Irajá, Rio, e mobiliza 110 bombeiros. Foto: TV Globo/Reprodução
Na madrugada desta quarta-feira (3), a rotina na maior central de abastecimento do Rio de Janeiro foi interrompida por um incêndio de grandes proporções que atingiu o Pavilhão 43 da Ceasa, em Irajá, na Zona Norte da capital. O episódio gerou medo, correria e uma resposta emergencial monumental para conter as chamas e limitar os danos à estrutura e aos comerciantes.
O fogo começou por volta das 1h40 e rapidamente se espalhou por diversos boxes do galpão, atingindo especialmente estabelecimentos que comercializavam hortifrutigranjeiros, além de lojas de alimentos, plásticos, papéis e outros combustíveis de alta combustão. As imagens que circulam nas redes sociais expõem o horror das chamas dominando o local, colocando em risco não apenas os estoques de mercadorias, mas também o ganha-pão de centenas de famílias.
Símbolo do comércio atacadista da capital, a Ceasa de Irajá tem papel fundamental no abastecimento de frutas, legumes e verduras para toda a cidade e região metropolitana. O pavilhão afetado abriga lojas de coco, manga, mamão, batata, cebola, alho, abóbora e melancia, produtos que circulam em larga escala nos mercados do Rio.
Apesar da intensidade do incêndio e do temor de maiores tragédias, o Corpo de Bombeiros não registrou até o momento vítimas fatais ou feridos entre funcionários e frequentadores do local. Quatro bombeiros que atuaram no combate às chamas foram levados a hospitais com sinais de exaustão, mas receberam alta posteriormente.
Ao todo, a operação mobilizou pelo menos 110 militares, provenientes de 14 quartéis diferentes, além de 31 viaturas e o suporte de um drone equipado com câmera térmica para identificar os maiores focos de calor e traçar estratégias de contenção. Ainda assim, o acesso aos boxes repletos de materiais inflamáveis tornou o trabalho árduo e de risco elevado para as equipes de resgate.
Especialistas ressaltam o potencial de impacto logístico com a destruição parcial do Pavilhão 43. O local é estratégico para a circulação de hortifrutigranjeiros e o prejuízo recai tanto sobre comerciantes quanto sobre distribuidores e consumidores, que podem sentir reflexos nos preços e abastecimento nos próximos dias.
As autoridades informaram que outros pavilhões da Ceasa não foram afetados e operavam normalmente nesta manhã. Entretanto, a recomendação oficial é para que motoristas evitem circular pelas imediações devido ao risco de interdições e à densa fumaça que encobre parte dos acessos. O trânsito na Avenida Brasil, principal via próxima, não chegou a sofrer congestionamentos graves, mas áreas internas da Ceasa foram bloqueadas preventivamente.
Incêndio no Ceasa em Irajá pic.twitter.com/TGqlpytH3m
A rápida ação do Centro de Operações e Resiliência (COR), da Prefeitura do Rio, integrou equipes da Águas do Rio, CET-Rio, Comlurb e Guarda Municipal ao esforço, priorizando o controle do fogo e o suporte logístico a bombeiros. A área segue monitorada de perto e possíveis riscos estruturais ainda estão sob avaliação.
A Ceasa já havia sofrido outro incêndio relevante em 2022, destacando o permanente risco de grandes perdas em espaços de alta densidade comercial e estoques inflamáveis. O episódio dessa quarta-feira reacende debates sobre protocolos de segurança, prevenção de incêndios, treinamento de brigadas internas e fiscalização contínua nessas centrais.
O choque entre comerciantes e trabalhadores do Pavilhão 43 é compreensível. Muitos viram estoques, equipamentos e meses de trabalho se perderem em poucas horas. Organizações sociais, sindicatos e o próprio poder público devem intensificar o apoio e a reconstrução das lojas para reduzir o impacto social e econômico da tragédia.
Especialistas ouvidos por equipes de reportagem afirmam que o abastecimento geral da cidade não corre grande risco imediato, dada a segregação dos pavilhões e a rápida resposta de contenção do incêndio. Contudo, é esperado que haja reorganização momentânea da logística de distribuição de frutas e legumes, até que a área mais afetada seja reabilitada.
Na saída do local, o clima era de tristeza e solidariedade. Muitos trabalhadores e moradores da região acompanharam a cena por horas, atentos a novas informações e possíveis orientações da defesa civil.
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