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IBGE: brasileiros que moram de aluguel aumentam 45,4% nos últimos 8 anos

A PNAD também revelou que cada vez mais pessoas vivem sozinhas no Brasil.

Eduarda Queiroz

22 de agosto de 2025 às 13:04   - Atualizado às 15:57

Prédios no Recife.

Prédios no Recife. Foto: Arnaldo Sete/Marco Zero

O número de brasileiros vivendo de aluguel aumentou nada menos que 45,4% nos últimos 8 anos, segundo revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE, divulgada na manhã desta sexta-feira, 22 de agosto. Embora a maior parte dos brasileiros ainda viva em casa própria, essa porcentagem também vem caindo na mesma proporção.

De acordo com os dados da PNAD, em 2016, 73,0% da população viviam em domicílios próprios (sejam eles comprados e quitados ou em financiamento) contra 67,6% em 2024, uma queda de 5,2 pontos porcentuais.

Em compensação, o número de pessoas pagando aluguel passou de 18,4% para 23% no mesmo período. Eram 12,3 milhões de domicílios alugados em 2016; no ano passado já eram 17,8 milhões, um aumento de 45,4%

Os pesquisadores do IBGE não sabem ainda explicar os fatores por trás desse movimento, mas dizem que é uma tendência nacional, que ocorre em praticamente todas as unidades da federação desde 2010.

O fato de ser um processo bem disseminado em território nacional elimina algumas causas, como políticas urbanas específicas e fluxos migratórios.

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Também não é necessariamente um indicador de vulnerabilidade social, uma vez que a renda vem aumentando nos últimos anos. Além disso, os Estados com maior porcentagem de imóveis alugados estão justamente na região mais rica, o Sudeste.

Para os analistas do IBGE, mudanças culturais podem estar por trás do movimento, como, por exemplo, a popularização do Airbnb.

Unidades domésticas unipessoais

A PNAD também revelou que cada vez mais pessoas vivem sozinhas no Brasil. De acordo com os novos dados, em 2024, 18,6% das unidades domésticas do País eram unipessoais, ou seja, compostas por apenas um morador.

Isso representa um aumento de 6,4 pontos porcentuais em relação a 2012, quando representavam 12,2% do total de domicílios.

Segundo os analistas do IBGE, o movimento está relacionado em grande parte ao envelhecimento da população, mas também a mudanças comportamentais, que levam cada vez mais mulheres a optarem por viver só.

"Em boa parte dos domicílios unipessoais vivem pessoas com mais de 60 anos, nesta fase, os filhos já saíram de casa e muitos ficaram viúvos", analisa o pesquisador do IBGE William Kratochwill, que apresentou a pesquisa.

"Não por acaso, nos Estados onde vivem mais idosos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, essa porcentagem é maior."

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