Em relação à sua atuação como ministro da Fazenda, o mesmo disse que ele tem uma formação distinta a de outras pessoas que ocuparam a mesma posição que ele.
Lula e Haddad. Foto: Ricardo Stuckert
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, repetiu nesta quinta-feira, 20 de março, que a etapa de definir quem será o candidato do PT em 2026 já está vencida, porque será o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
"Podia até haver dúvida, até o presidente estimulou um certo debate em torno disso. Hoje há uma coesão em torno do nome do presidente Lula e nós vamos seguir trabalhando juntos para o PT, que tem um instinto de sobrevivência muito grande, sabe das tarefas que tem pela frente, dos desafios", disse durante entrevista à Globonews
Tendo em vista o cenário de ascensão da extrema-direita, Haddad ponderou que o PT segue se reinventando, mas ainda defendendo as bandeiras progressistas que são a essência da existência da sigla.
"Eu não vejo nenhum problema do presidente Lula nos coordenar a todos em proveito de um projeto defensável e competitivo em 2026", disse o ministro.
Em relação à sua atuação como ministro da Fazenda, Haddad disse que ele tem uma formação distinta a de outras pessoas que ocuparam a mesma posição que ele.
"Eu tenho outra formação, eu não vou ser o ministro da Fazenda, que vai fazer rigorosamente o que todos os meus antecessores fizeram", comentou.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira, 20, que não há um clima de animosidade entre os integrantes do governo, mas que há divergências e tensões que envolvem a natureza das funções de cada um. Em entrevista à Globonews, ele foi questionado sobre as críticas de que é alvo por integrantes do PT, inclusive nos bastidores.
"Eu conheço a Gleisi (Hoffmann, ministra das Relações Institucionais) há muito tempo, eu tenho uma relação com a Gleisi de muitos anos. O Rui (Costa, ministro da Casa Civil) eu conheço há menos tempo, então você vai naquele processo de aproximação gradual. E Casa Civil e Fazenda, independentemente dos personagens, tem uma questão, porque são missões um pouco diferentes. Então essa relação é um pouco mais tensionada pela natureza do que cada um pretende entregar", disse o ministro.
Haddad afirmou que ele e Costa tiveram a compreensão desses papéis ainda no primeiro ano do governo, quando sentaram e conversaram longamente sobre como seria a relação, considerando a perspectiva distinta dos dois ministérios é diferente.
"Eu penso que de lá para cá ela só tem melhorado", comentou.
Questionado sobre ter sido alvo de críticas feitas por outros políticos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva num período em que ele estava viajando, Haddad respondeu que ele não estava e nunca houve confirmação disso.
"Não pensa você que eu também não tenho as minhas críticas, eu também faço críticas (sobre outras pessoas), às vezes, para o presidente da República. Eu falo, assim não dá, tem aquela coisa natural de governo, fala, assim não dá para trabalhar, porque o cara foi dar essa entrevista, atrapalhou o meu trabalho, o outro e vice-versa", disse.
Haddad afirmou que, na política, é preciso saber lidar com divergências.
"A política é uma coisa que você está 100% exposto, o tempo todo exposto, com tarefas hercúleas pela frente e um ambiente de trabalho, de coordenação política que não é simples, porque é uma heterogeneidade ainda maior do que a que existe no PT, que já é grande", disse.
Estadão Conteúdo
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