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"Gritar mito é um sinal gravíssimo de idolatria", diz x-bolsonarista deputado pastor Otoni de Paula

O parlamentar classificou o bolsonarismo como um movimento que "sequestrou" emocional e espiritualmente as igrejas evangélicas.

Cami Cardoso

24 de janeiro de 2026 às 10:09   - Atualizado às 10:51

Deputado Otoni de Paula.

Deputado Otoni de Paula. Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O deputado federal e pastor Otoni de Paula (MDB-RJ), pastor da Assembleia de Deus e integrante da Frente Parlamentar Evangélica, criticou duramente o uso da fé para fins políticos durante participação na série Conversas Difíceis, promovida pelo Instituto Humanitas360, em São Paulo.

O parlamentar também relatou seu afastamento do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que ele classificou como um movimento que “sequestrou” emocional e espiritualmente as igrejas evangélicas.

Rompimento com o Bolsonarismo

Otoni afirmou que, desde 2018, houve uma mudança no discurso religioso dentro do país. Segundo ele, o bolsonarismo passou a transformar a fé em um instrumento de confronto, criando uma divisão entre quem seria “de Deus” e quem seria “do diabo”. “O bolsonarismo determinou uma guerra de quem é de Deus e quem é do diabo”, disse. O parlamentar explicou que o afastamento ocorreu quando percebeu que estava colocando o apoio político acima dos valores cristãos.

“Quando vi que estava sendo mais bolsonarista do que cristão, me arrependi. Estou pagando um preço muito alto por isso”, declarou. Para ele, a situação chegou a um ponto em que a figura política passou a ser exaltada dentro das igrejas.

Otoni destacou que a adoração a líderes políticos dentro do ambiente religioso representa uma distorção grave. Ele criticou o uso do termo “mito” para se referir a Bolsonaro e afirmou que isso é um exemplo claro de idolatria.

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“Gritar ‘mito’ é um sinal gravíssimo de idolatria”, afirmou, ao defender que a fé cristã não pode ser utilizada como ferramenta de guerra cultural.

O deputado também fez críticas ao que chamou de “princípio de ódio” instalado nas igrejas nos últimos anos. “De 2018 pra cá, com o sequestro mental, emocional e quase espiritual que o bolsonarismo fez com as igrejas evangélicas, se instalou um princípio de ódio que nunca foi nosso”, afirmou.

Sobre os costumes, ele afirmou que o cristianismo precisa reconhecer a diversidade e não negar direitos a outras pessoas. “O fundamentalismo não admite que duas pessoas do mesmo sexo se amem e constituam família. O cristianismo respeita a diferença. Antes de pregar, eu preciso respeitar a sua verdade”, afirmou.

O deputado também defendeu que manifestações religiosas de matriz africana sejam reconhecidas como expressão cultural, e não alvo de preconceito.

Críticas a Malafaia

Otoni direcionou críticas a pastores com grande presença na mídia, como Silas Malafaia, acusando-os de usar a fé para interesses pessoais. Ele ainda falou sobre a necessidade de respeitar as instituições democráticas e afirmou que a autoridade política também é permitida por Deus. “Se toda autoridade vem do Senhor, o mesmo Deus que permitiu Bolsonaro, permitiu Lula ser presidente. Temos que orar por ambos”, concluiu.

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