Presidente Lula. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O governo federal confirmou, na quarta-feira, 10 de dezembro, que o salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, após um reajuste de R$ 103 sobre o valor atual. O percentual de aumento ficou em 6,79%, com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e no crescimento econômico recente.
A definição do novo valor encerra um processo marcado por duas reduções sucessivas nas projeções do salário mínimo ao longo do ano. Em agosto, o governo estimava que o piso nacional seria de R$ 1.631 em 2026.
Posteriormente, a projeção caiu para R$ 1.627 durante a tramitação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Agora, com o cálculo final baseado nos indicadores atualizados, o valor foi novamente reduzido, chegando aos R$ 1.621.
O reajuste segue a política que combina dois fatores:
Correção pela inflação, medida pelo INPC acumulado até novembro, que atingiu 4,18%;
Ganho real, calculado a partir do crescimento do PIB de dois anos anteriores.
Apesar de o IBGE ter revisado o PIB de 2024 para uma expansão de 3,4%, o arcabouço fiscal limita o aumento real a um intervalo entre 0,6% e 2,5%, o que influenciou o resultado final. Pela fórmula, o salário mínimo chegaria a R$ 1.620,99, mas foi ajustado para R$ 1.621 devido ao arredondamento previsto em lei.
Com os índices atualizados, o governo deve revisar as projeções fiscais para 2026, já que o salário mínimo impacta gastos como Previdência, seguro-desemprego e benefícios assistenciais.
A revisão também afeta pensões, abonos e auxílios vinculados ao salário mínimo, reforçando a necessidade de planejamento financeiro entre beneficiários. A expectativa é que o reajuste garanta continuidade da renda, mas sem ganho expressivo na capacidade de consumo.
O anúncio reacendeu discussões sobre a política de valorização do salário mínimo e o impacto social das correções anuais. Economistas apontam que o desafio para 2026 será conciliar o equilíbrio fiscal com a necessidade de proteger o poder de compra das camadas mais vulneráveis, especialmente os aposentados que dependem exclusivamente do INSS.
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