Lula e simbolo da globo Foto Montagem/Portal de Prefeitura/ Ricardo Stuckert
A distribuição da verba de publicidade do governo Lula na TV aberta voltou ao centro do debate público após a divulgação de dados oficiais que mostram uma forte concentração de recursos em uma única emissora. Entre 2023 e 2025, quase 50% de todo o investimento federal em publicidade televisiva foi destinado ao Grupo Globo, líder histórico de audiência no país.
Levantamento feito pelo Poder360 e baseado em informações do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (Sicom) aponta que os canais da Globo receberam aproximadamente R$ 461,5 milhões em campanhas institucionais do governo federal nesse período. O valor corresponde a cerca de 49,4% do total gasto pela administração direta que engloba a Secretaria de Comunicação Social (Secom) e os ministérios com publicidade em TV aberta.
Segundo a Secom, a divisão dos recursos segue critérios técnicos previstos em lei, como audiência, alcance nacional, perfil do público e eficiência da comunicação. Na prática, esses indicadores acabam favorecendo emissoras com maior penetração nacional, cenário no qual a Globo mantém ampla vantagem sobre as concorrentes.
Dados de mercado mostram que a emissora lidera a audiência em praticamente todas as faixas horárias relevantes para campanhas institucionais, especialmente no jornalismo e no horário nobre. Isso explica, do ponto de vista técnico, a concentração dos investimentos, mas não elimina as críticas sobre o modelo adotado.
É importante ressaltar que os números divulgados não incluem gastos de estatais, como Banco do Brasil, Caixa ou Petrobras, nem investimentos em mídias digitais, rádio, jornais impressos ou plataformas de streaming. O recorte se limita exclusivamente à publicidade institucional federal veiculada na televisão aberta.
Apesar de legal, a concentração de quase metade da verba em um único grupo de comunicação reacende um debate antigo no Brasil: o equilíbrio na distribuição de recursos públicos e o estímulo à pluralidade de vozes na mídia. Especialistas em comunicação pública avaliam que a excessiva dependência de poucos veículos pode enfraquecer emissoras regionais e limitar a diversidade informativa.
Em comparação, outras grandes redes de televisão ficaram com fatias significativamente menores do orçamento federal. A diferença amplia a percepção de assimetria no mercado publicitário estatal, especialmente em um país de dimensões continentais e grande diversidade regional.
O tema ganha peso adicional por ocorrer durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja relação com grandes conglomerados de mídia sempre foi alvo de análises e disputas políticas. Para críticos do governo, os dados reforçam a ideia de proximidade com a principal emissora do país. Já aliados argumentam que a liderança da Globo é consequência direta de critérios técnicos e de sua posição dominante no mercado.
Independentemente do viés político, os números evidenciam um padrão histórico que atravessa diferentes governos: a concentração da verba de publicidade oficial em poucos grupos de mídia, com destaque para a televisão aberta.
A divulgação dos dados pelo Sicom permite maior transparência e controle social sobre o uso de recursos públicos. Especialistas defendem que o debate não deve se limitar a acusações políticas, mas avançar para uma discussão estrutural sobre como tornar a política de comunicação estatal mais equilibrada, eficiente e plural.
Enquanto isso, a verba de publicidade do governo Lula na TV segue como um dos principais instrumentos de comunicação institucional do Estado e também como um indicador sensível da relação entre poder público, mídia e democracia no Brasil.
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