Pernambuco, 07 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Governo Lula gasta R$ 520 milhões em propaganda; valor é mais do que o dobro da gestão Bolsonaro

Na comparação entre os dois períodos, o volume reservado pela atual gestão supera mais que o dobro do registrado na última eleição presidencial

Romildo Lacerda

30 de junho de 2026 às 18:19   - Atualizado às 18:20

Propaganda Lula/Propaganda Bolsonaro

Propaganda Lula/Propaganda Bolsonaro Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou significativamente as despesas destinadas à publicidade institucional no primeiro semestre de 2026, período que antecede as restrições impostas pela legislação eleitoral para campanhas de comunicação do Poder Executivo.

Dados da execução orçamentária mostram que, entre janeiro e junho, a administração federal empenhou R$ 520 milhões para ações voltadas à divulgação de programas e políticas públicas.

O montante representa um crescimento expressivo em relação ao mesmo intervalo do calendário eleitoral de 2022, quando o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL) havia empenhado R$ 213,5 milhões para a mesma finalidade.

Na comparação entre os dois períodos, o volume reservado pela atual gestão supera mais que o dobro do registrado na última eleição presidencial.

Os recursos fazem parte da dotação orçamentária destinada principalmente às campanhas coordenadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). A verba é utilizada para custear ações de comunicação institucional em diferentes meios, como televisão, rádio, internet, jornais, revistas e outras plataformas, com o objetivo de divulgar programas governamentais e informações de interesse público.

Veja Também

O aumento dos gastos ocorre em um momento de preparação para o período eleitoral. Pela legislação brasileira, existem limitações para a publicidade institucional nos meses que antecedem as eleições, justamente para evitar que ações de comunicação do governo possam influenciar o processo eleitoral. Por esse motivo, tradicionalmente, parte das campanhas é concentrada no primeiro semestre dos anos em que há disputa nas urnas.

Debate sobre o uso de recursos para fins de propagandas

Os números também intensificam o debate político sobre o uso de recursos públicos em publicidade institucional durante anos eleitorais. Integrantes da oposição têm questionado o crescimento das despesas e defendem maior fiscalização sobre a execução desses contratos.

Já o governo sustenta que as campanhas cumprem o papel de informar a população sobre serviços públicos, programas sociais e políticas federais, observando as normas previstas na legislação.

A divulgação dos valores ocorre em meio ao início das discussões sobre o cenário eleitoral de 2026 e tende a ampliar o debate em torno da transparência dos gastos públicos, da comunicação institucional e dos limites estabelecidos pela Justiça Eleitoral para a divulgação de ações governamentais durante o período que antecede a campanha oficial.
 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

13:13, 07 Out

Imagem Clima

29

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho
Processo

TSE julga nesta quinta (8) pedido de Garotinho que pode definir eleição no Rio no primeiro turno

Caso o pedido seja homologado, os votos atribuídos a Garotinho serão definitivamente anulados e excluídos da base de cálculo dos votos válidos.

Suspeito do crime segue preso preventivamente em Santa Catarina.
Violência

Pai acusado de matar filho autista para não pagar pensão pede exame de insanidade mental na Paraíba

Defesa apresentou solicitação à Justiça, que determinou manifestação do Ministério Público; réu permanece preso preventivamente.

Gusttavo Lima exibe seu novo visual.
Decisão

Gusttavo Lima é condenado a indenizar mulher expulsa de show em Fortaleza

Justiça considerou excessiva a exposição da espectadora diante do público; defesa do cantor sustenta que a retirada ocorreu por segurança.

mais notícias

+

Newsletter