O recurso questionado faz parte de um patrocínio mais amplo firmado por meio da Embratur, no valor total de R$ 12 milhões, destinado às agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro.
Gleisi Hoffmann Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou, na terça-feira, 3 de fevereiro, como “preconceito” a recomendação de técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) para barrar o repasse de R$ 1 milhão à escola de samba Acadêmicos de Niterói (veja o vídeo abaixo)
O recurso questionado faz parte de um patrocínio mais amplo firmado por meio da Embratur, no valor total de R$ 12 milhões, destinado às escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro.
Pelo acordo, cada uma das agremiações teria direito a R$ 1 milhão. A recomendação dos técnicos não se restringe apenas à Acadêmicos de Niterói, que levará à avenida um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Não conversei dentro do governo, mas é preconceito. A Embratur sempre financiou a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba). Se a Liesa está decidindo assim, tem os critérios dela”, afirmou Gleisi.
A manifestação do TCU ocorreu após questionamentos apresentados por congressistas do partido Novo. Parlamentares da sigla defenderam que a escola fosse impedida de apresentar o que classificaram como “samba-enredo de exaltação à figura do presidente” ou, alternativamente, que devolvesse os recursos federais.
Na análise técnica, o TCU avaliou que barrar a apresentação configuraria violação à liberdade de expressão e, diante disso, recomendou que o repasse dos recursos não fosse efetuado.
A instrução do TCU também apontou falhas formais no termo de colaboração entre Embratur e Liesa. No anexo que lista as escolas beneficiárias, aparece a Unidos de Padre Miguel, que foi rebaixada em 2025 e hoje está fora do Grupo Especial, enquanto a Acadêmicos de Niterói não consta na relação, embora seja integrante da primeira divisão em 2026. Para os técnicos, isso pode contrariar o próprio objeto do acordo e gerar questionamentos sobre isonomia.
O processo agora segue para o gabinete de Aroldo Cedraz, que decidirá se concede a cautelar e se determinará oitivas da Embratur, do Ministério da Cultura (MinC), da Liesa e das escolas envolvidas antes do julgamento de mérito.
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