Caio Wilton Costa. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Caio Wilton Costa, de 28 anos, morreu no domingo (25), após passar cinco dias internado em estado gravíssimo.
Ele trabalhava em uma concessionária de veículos na Zona Leste de São Paulo e caiu de uma altura de aproximadamente seis metros após uma discussão com um colega, que teria o empurrado, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
O caso ocorreu na terça-feira (20), na Rua Almirante Brasil, na capital paulista. De acordo com as informações divulgadas pela SSP, o desentendimento entre os dois funcionários teria começado por causa da movimentação de veículos no local de trabalho.
Durante a discussão, Caio atravessou uma parede de drywall e caiu de uma altura de cerca de seis metros. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu internada em estado gravíssimo até a confirmação da morte, cinco dias depois.
A morte do trabalhador transformou o episódio em um caso de maior gravidade, que deverá ter suas circunstâncias esclarecidas no decorrer das investigações policiais.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o suspeito de empurrar Caio tem 47 anos e foi preso em flagrante após o episódio. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como lesão corporal de natureza grave no 8º Distrito Policial (Brás).
O registro inicial da ocorrência e a prisão do suspeito fazem parte dos procedimentos relacionados ao caso. As circunstâncias do episódio, incluindo a dinâmica da queda e a intenção atribuída ao investigado, deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes.
A defesa do suspeito, identificado como José Wilson, apresentou sua versão sobre o ocorrido e afirmou que ele lamenta as consequências do episódio.
Em nota, o advogado Genecarlos Alencar declarou que José Wilson está abalado com o caso, demonstra arrependimento e lamenta o que aconteceu com o colega de trabalho, a quem descreveu como amigo.
A defesa também afirmou que o suspeito não teve a intenção de provocar o resultado e que permanece à disposição da Justiça para os esclarecimentos necessários.
Segundo o advogado, a liberdade provisória concedida a José Wilson após a audiência de custódia não significa absolvição. A nota ressalta que as circunstâncias do episódio ainda precisam ser esclarecidas durante a investigação.
O representante legal acrescentou que, conforme a defesa, o suspeito possui trabalho e residência fixos e não tem histórico de envolvimento com a Justiça ou de conflitos dessa natureza.
Enquanto as apurações prosseguem, o caso reúne versões que deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis. A manifestação da defesa apresenta os argumentos do investigado, mas não substitui a conclusão da investigação nem uma eventual decisão judicial.
O velório de Caio Wilton Costa foi realizado nesta terça-feira (27), na Funerária Santo Edhem, em Poá, na Grande São Paulo. O sepultamento está previsto para as 17h, no Cemitério da Paz, também no município.
A morte do trabalhador ocorreu cinco dias após a queda na concessionária, em um episódio que começou com uma discussão no ambiente profissional e terminou com consequências fatais. A apuração dos fatos deverá esclarecer as responsabilidades pelo ocorrido.
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