Avião Super Tucano da Embraer. Créditos: Divulgação/Embraer
Na manhã do dia 10 de setembro de 2025, a Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou um avião bimotor vindo da Venezuela que adentrou ilegalmente o espaço aéreo nacional. A aeronave transportava aproximadamente 380 kg de skunk, uma variedade de maconha com alto teor de THC.
Os radares brasileiros identificaram o bimotor Beechcraft 58 Baron, prefixo PR-DCS, nas proximidades do município de Presidente Figueiredo, no Amazonas. A FAB acionou caças A-29 Super Tucano para acompanhar o avião e ordenar pouso em local designado, conforme protocolos previstos na legislação desde 2004 para navegação aérea suspeita.
Apesar das tentativas de comunicação, o piloto não respondeu aos sinais e decidiu lançar a própria aeronave nas águas da represa de Balbina, localizada a cerca de 121 km de Manaus. A manobra arriscada evitou que os militares apreendessem o avião intacto, mas não impediu a recuperação da carga.
Agentes da Polícia Federal foram transportados em helicóptero militar até o local do incidente para realizar a apreensão dos entorpecentes. Cerca de 380 kg de skunk foram encontradas dentro do avião submerso, caracterizando uma das maiores apreensões desse tipo na região amazônica nos últimos anos.
A ação integra a operação Ágata Ostium, que faz parte do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF). O programa reforça a cooperação entre a FAB, Polícia Federal e demais órgãos para combater o tráfico de drogas, contrabando e violações da soberania nacional nas fronteiras.
Este caça turboélice, usado pela FAB, é uma aeronave leve multipropósito, capaz de voar a até 590 km/h com armamentos que incluem metralhadoras e bombas guiadas. O modelo é reconhecido internacionalmente, já utilizado por 15 países em operações semelhantes.
O combate ao tráfico aéreo é uma das prioridades para a defesa da Amazônia, onde rotas aéreas ilegais são usadas para escoar drogas, metais preciosos e contrabando. A operação fortalece o controle do espaço aéreo e a proteção ambiental da região.
Pela legislação vigente, as aeronaves suspeitas são inicialmente orientadas a pousar voluntariamente, com aviso radiofônico e sinais visuais. Caso desobedeçam, é autorizado o disparo de munições de aviso e, se necessário, a força pode abater a aeronave considerada hostil.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro do piloto, que fugiu após lançar o avião. Investigadores continuam a apurar a origem do voo, os responsáveis pela carga e possíveis conexões com organizações criminosas.
Esse episódio reforça a necessidade de ações conjuntas entre países da América do Sul para enfrentar rotas ilegais de tráfico e proteger as fronteiras nacionais, além de garantir a segurança das regiões amazônicas.
A participação da sociedade civil e a denúncia de atividades suspeitas também são essenciais para ampliar a eficácia das operações policiais e militares no combate ao tráfico e na preservação do meio ambiente.
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