Rodrigo Pimentel conversou com os jornalistas sobre a megaoperação contra o Comando Vermelho, realizada na última segunda-feira (28), no Rio de Janeiro.
Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope. Foto: Reprodução/Redes sociais
O ex-capitão do Bope e comentarista de segurança pública Rodrigo Pimentel protagonizou um momento tenso durante uma entrevista à CNN Brasil, na quinta-feira, 30 de outubro, ao rebater a forma como a jornalista Débora Bergamasco se referiu às mortes registradas na megaoperação contra o Comando Vermelho, realizada na última segunda-feira (28), no Rio de Janeiro. (Veja vídeo)
Durante o diálogo, a jornalista mencionou “mortes de civis”, ao que Pimentel reagiu de forma imediata:
“De civis, você se refere a bandidos? Perdão. Me perdoa, Débora. Civis, você está falando de bandidos? Perdão”, interrompeu o ex-capitão, visivelmente incomodado com a expressão utilizada.
Débora respondeu afirmando que a identificação dos corpos ainda estava em andamento, e que não era possível afirmar quem eram as vítimas.
“Não, Rodrigo, eu não sei, porque eu acho que os corpos ainda estão sendo identificados”, disse a jornalista.
Pimentel, então, insistiu no questionamento:
“Mas aqueles fardados, na sua percepção, eram bandidos ou civis? Ô, Débora, me perdoa. Sem ironia. Na sua percepção, aqueles bandidos, fardados… Perdão, ironia. Perdão, Débora. Na sua percepção verdadeira de cidadã. Pode dizer. Por favor, me diga. Por favor, eram bandidos ou civis, Débora?”, insistiu o ex-oficial.
A jornalista encerrou o embate ressaltando que o objetivo da entrevista era ouvir a análise de Pimentel e não expressar sua opinião pessoal:
“Olha, primeiro, a entrevista não é comigo. Porque é o seguinte, infelizmente, acho que não interessa muito a minha opinião pessoal. Mas eu tô trazendo aqui uma visão de argumentos que estão na sociedade, Rodrigo.”
O ex-capitão do Bope e comentarista de segurança pública, Rodrigo Pimentel, criticou o que classificou como politização das discussões sobre a violência policial após a megaoperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho.
Em entrevista à CNN, Pimentel afirmou que a polícia que mais mata no país é a da Bahia, governada por Jerônimo Rodrigues (PT), e questionou a ausência de críticas ao governo petista diante dos altos índices de letalidade policial no estado.
“A polícia que mais mata no Brasil é a do PT, do Jerônimo, e ninguém está pedindo a prisão do Jerônimo. Ninguém está falando que a Bahia precisa sofrer uma intervenção, né?”, afirmou o ex-capitão.
Pimentel também criticou o que chamou de uso político das mortes no Rio, pedindo uma análise mais técnica sobre as circunstâncias das operações.
“Pensa se essa discussão que estamos tendo neste momento é realmente técnica ou política. Pensa se os colegas que estão dizendo que a polícia do Rio é de assassinos estão falando com dados corretos, se estão analisando isso de forma sensata, com números, com dados”, disse.
O ex-oficial defendeu a atuação das forças de segurança e acusou setores políticos de distorcerem os fatos.
“Tem muita gente preocupada em fazer política, quando deveríamos estar analisando as circunstâncias reais do que está acontecendo no Brasil hoje. O governo federal está perdido”, completou.
A declaração foi dada após uma operação de grande porte contra o tráfico de drogas no Rio, que mobilizou forças estaduais e resultou em dezenas de mortes.
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