Polícia enfrentou dificuldade de avançar no Complexo de Israel, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução
Durante a operação policial no Complexo de Israel, que resultou em tiroteio e na interrupção da Avenida Brasil, na manhã desta quinta-feira, 24 de outubro, a tenente-coronel Cláudia Moraes, porta-voz da Polícia Militar, explicou as dificuldades enfrentadas pelas tropas no terreno.
Segundo a oficial, as tropas enfrentaram "forte resistência dos criminosos" e, por isso, tiveram dificuldade de avançar.
“As tropas enfrentaram forte resistência dos criminosos e dificuldade de avanço no terreno por causa das valas que eles cavam. Há relatos de que criminosos, na tentativa de fugir, saíram atirando e por isso houve a necessidade de interrupção do fluxo da Avenida Brasil e dos ramais da Supervia”, explicou.
A militar também declarou que a polícia está avaliando a possibilidade de encerrar a operação mais cedo.
“Existe a possibilidade de retração por causa dos desdobramentos e da dificuldade de avanço no terreno. A Polícia Militar encontrou forte resistência na chegada e, por conta desta situação, a informação que temos a princípio é de estar se retirando da comunidade, mas isso não é confirmado”, afirmou.
Na manhã desta quinta-feira, 24 de outubro, a Avenida Brasil, uma das principais vias do Rio de Janeiro, foi palco de tiroteio durante uma operação da Polícia Militar no Complexo de Israel, localizado na Zona Norte da cidade (assista vídeo abaixo).
O confronto, que teve início por volta das 7h, paralisou a avenida por cerca de duas horas, causando pânico entre motoristas e moradores da região. Uma pessoa morreu e outras cinco ficaram feridas.
De acordo com informações da corporação, os agentes enfrentaram forte resistência armada por parte dos criminosos, o que escalou rapidamente a violência no local. Diante da gravidade da situação, a PM chegou a considerar a possibilidade de suspender a ação para preservar a segurança dos agentes e civis.
O tiroteio provocou a interrupção total do tráfego na Avenida Brasil, resultando em congestionamentos e transtornos para quem se deslocava pela região. Por volta das 9h15, o trânsito foi parcialmente liberado, funcionando no sistema de "Siga e Pare", com apenas uma faixa liberada por vez. Também houve interrupção da circulação de trens da Supervia e o fechamento de algumas estações, além de uma redução na quantidade de ônibus que cruzam a área.
Durante o confronto, criminosos atearam fogo em carros e montaram barricadas para dificultar o avanço das forças policiais. Relatos de moradores e motoristas indicam que muitos tentaram se proteger atrás das muretas da avenida, temendo serem atingidos pelos disparos.
A situação de tensão foi agravada pela presença de valas cavadas pelos criminosos nas ruas internas do Complexo de Israel, uma tática utilizada para impedir o avanço das viaturas da polícia.
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