Dólar. Foto: Reprodução
Em um movimento contrário ao cenário internacional, o mercado financeiro brasileiro teve um dia de alívio na sexta-feira, 31 de janeiro. O dólar caiu pela décima vez consecutiva, fechando no menor valor em mais de dois meses.
Enquanto isso, a bolsa de valores recuou após a forte alta registrada na quinta-feira (30), mas registrou a primeira alta mensal desde agosto.
O dólar comercial encerrou o dia sendo vendido a R5,837, com uma queda de R$ 0,015 (-0,25%). A moeda iniciou o dia em alta, atingindo R$ 5,87 na primeira hora de negociação, mas começou a cair após a abertura do mercado norte americano. Na mínima do dia, por volta das 11h, a moeda norte americana chegou a R$ 5,81.
A divisa atingiu o menor nível desde 26 de novembro do ano passado. Com uma queda de 1,37% na semana, o dólar fechou janeiro com um recuo de 5,54%. Esse foi o maior declínio mensal desde junho de 2023, quando a moeda caiu 5,60%.
No mercado de ações, o dia foi marcado pela realização de lucros. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 126.135 pontos, com uma queda de 0,61%.
O indicador foi pressionado principalmente por ações de mineradoras e bancos, com investidores vendendo papéis para embolsar os ganhos obtidos na quinta-feira. Apesar do recuo nesta sexta, a bolsa de valores registrou alta de 3,1% na semana e de 4,95% em janeiro.
O dólar caiu mesmo após o novo presidente norte-americano, Donald Trump, confirmar que imporá tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá e de 10% sobre produtos da China a partir deste sábado (1º).
Embora a moeda norte-americana tenha ensaiado uma alta durante a tarde, a cotação voltou a cair no final do pregão, encerrando o dia em baixa.
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