Dinheiro Foto: José Cruz/Agência Brasil
A revisão das projeções econômicas feita pelo governo federal alterou novamente o cenário para o salário mínimo de 2026, que agora deve ficar em R$ 1.621. O valor incorpora a reposição da inflação, mas é inferior ao estimado anteriormente, quando a previsão apontava para R$ 1.631. O corte ocorreu após a atualização das expectativas inflacionárias, que ficaram abaixo do esperado.
Essa mudança tem reflexo direto no orçamento de milhões de aposentados e pensionistas do INSS, cujos benefícios são atrelados ao piso nacional. Para quem recebe exatamente o salário mínimo, a correção acompanhará o novo valor. Já os segurados que recebem acima do piso terão reajuste menor, seguindo a previsão de 4,66%, alinhada ao índice inflacionário.
A equipe econômica afirma que o ajuste segue a estratégia de conter o crescimento das despesas obrigatórias e, ao mesmo tempo, preservar a reposição inflacionária. A leitura interna do governo é de que a mudança mantém a Previdência dentro da rota de responsabilidade fiscal.
Entre os especialistas, porém, a avaliação é menos otimista para os aposentados. Embora a atualização ajude a amortecer perdas, o aumento é considerado insuficiente diante do encarecimento de itens essenciais, especialmente alimentação, energia elétrica e medicamentos, que pressionam mais o orçamento do público idoso. A expectativa é de que o início de 2026 seja marcado por cautela financeira entre os segurados.
Além das aposentadorias, todos os benefícios vinculados ao piso, como pensões, abonos e auxílios, também serão impactados pela nova projeção. Com isso, reforça-se a necessidade de planejamento por parte dos beneficiários, já que o reajuste garante continuidade da renda, mas não representa avanço significativo no poder de compra.
A reavaliação do mínimo reacendeu o debate sobre a política de valorização adotada para os próximos anos. Economistas lembram que o principal desafio de 2026 será equilibrar o compromisso com o ajuste fiscal e a necessidade de proteger a renda das famílias mais vulneráveis, especialmente aquelas que dependem exclusivamente dos pagamentos do INSS.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o INPC acumulou alta de 4,18% em doze meses até novembro. Esse índice mede a variação de preços para famílias com renda mais baixa e serve de base para preservar o poder de compra do salário mínimo. Esse dado já está consolidado e entra automaticamente na conta do reajuste.
O segundo componente do cálculo considera o crescimento do PIB. Em 2024, a economia brasileira registrou crescimento de 3,4%. Pela regra original da política de valorização do salário mínimo, esse percentual entraria integralmente como ganho real, acima da inflação. No entanto, uma mudança aprovada pelo governo no fim do ano passado alterou esse mecanismo.
A nova lei estabeleceu um limite para o aumento real do salário mínimo. Mesmo que o PIB cresça acima desse patamar, o ganho real ficou restrito a no máximo 2,5%. Essa trava integra o arcabouço fiscal adotado pelo governo e funciona como uma forma de controle de gastos públicos, já que o salário mínimo influencia diretamente despesas como aposentadorias, pensões e benefícios sociais.
Com isso, o cálculo para 2026 considera a inflação de 4,18% somada ao ganho real limitado a 2,5%. Esse conjunto de índices resulta no valor estimado de R$ 1.621. A diferença em relação ao salário atual representa um aumento nominal de R$ 103, impacto que atinge milhões de trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais em todo o país.
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