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Clarissa Tércio faz alerta sobre o novo filme 'Arca de Noé' e afirma que a produção não é cristã

Segundo a deputada, a produção aborda temas atuais que não são aprovados por muitos cristãos, como a linguagem neutra e a inclusão da pauta LGBTQ+.

Fernanda Diniz

21 de novembro de 2024 às 14:57   - Atualizado às 15:04

Clarissa Tércio faz alerta sobre o novo filme 'Arca de Noé' e afirma que a produção não é cristã.

Clarissa Tércio faz alerta sobre o novo filme 'Arca de Noé' e afirma que a produção não é cristã. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

A deputada federal Clarissa Tércio (PP) usou suas redes sociais para alertar pais cristãos sobre o novo filme Arca de Noé, que está em exibição nos cinemas. No vídeo, a parlamentar comenta o conteúdo do filme e como ele não segue os valores cristãos nem a história bíblica da arca e de Noé.

Segundo Tércio, a produção aborda temas atuais que não são aprovados por muitos cristãos, como a linguagem neutra e a inclusão da pauta LGBTQ+ em assuntos e temas religiosos.

"A arca de Noé, que está em cartais nos cinemas. Não leve o seu filho para assistir. O filme deturpa completamente a narrativa bíblica. Noé, a gente sabe que foi um homem escolhido por Deus. Mas aqui ele é retratado como um doido, como um lunático. Está lá vestido de roupas de mago, usando um linguajá horrível numa conversa com Deus. E, além disso, aparece uma cena onde uma criança se revolta contra Deus e questiona a Deus porque ele não incluiu famílias LGBT lá na arca. E tem mais. O filme também inclui a linguagem neutra, utilizando termos como amigues, quando a gente acha que não poderia ficar pior", disse a deputada.

A parlamentar ainda reforçou que é importante ter responsabilidade e cuidar das crianças. 

"A responsabilidade de proteger o coração e a mente das nossas crianças é toda nossa. Filmes como esse não só distorcem a palavra de Deus, mas também tentam normalizar conceitos que vão contra a nossa fé cristã e também contra os valores familiares. Por isso fica aqui um alerta", afirmou.

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Filme causa polêmica

A animação brasileira "Arca de Noé", lançada recentemente nos cinemas, tem gerado polêmica entre cristãos no Brasil, que alertam os pais para o conteúdo considerado inadequado para crianças e distorcido em relação à narrativa bíblica.

Produzido pela Globo Filmes e dirigido por Sérgio Machado e Alois di Leo, o filme se afasta da história tradicional do dilúvio e é baseado nas músicas de Vinícius de Moraes, o que já causa desconforto entre aqueles que esperavam uma adaptação fiel da Bíblia.

Nas redes sociais, o alerta de cristãos está se espalhando, com muitos pais expressando descontentamento ao perceberem que o filme, embora carregue o nome de "Arca de Noé", não faz referência direta ao relato bíblico, mas sim a um enredo que mistura elementos de ficção e ideologias que não se alinham com os ensinamentos cristãos. Karina Lit, palestrante e educadora cristã, usou seu Instagram para reforçar a mensagem de cautela, recomendando que os pais pesquisem sobre os filmes antes de levarem seus filhos ao cinema. Ela ressaltou que nem todo filme com temática religiosa ou um nome bíblico é necessariamente apropriado para o público cristão.

Em um dos trechos do filme que gerou bastante controvérsia, a neta de Noé questiona a Deus, dizendo: "Deus não deve estar bem da cabeça; isso é um absurdo. E as famílias LGBTQIA+?". Além disso, Noé é retratado de maneira negativa, com um comportamento visto como incoerente e até cômico, vestindo-se de maneira que lembra um mago e sendo zombado pelos animais da arca. A animação inclui outros elementos que pais e críticos consideram impróprios, como referências a comportamentos considerados inapropriados para o público infantil, além de diálogos que fazem alusão a ideologias LGBT.

A controvérsia se intensificou com relatos de pais que saíram do cinema insatisfeitos com o conteúdo. Em uma das avaliações no Google, um pai compartilhou sua experiência, afirmando que o filme continha "palavreado impróprio" e "duplos sentidos eróticos", e criticou o que considerou uma tentativa de "confundir as crianças e deturpar a Palavra de Deus". Outra mãe também deixou uma avaliação negativa, descrevendo o filme como uma "blasfêmia" e uma "distorção total de valores". Ela afirmou que, ao assistir aos primeiros minutos do filme com seu filho, decidiu sair da sessão por não considerar o conteúdo adequado.

O filme, apesar de sua origem brasileira e apelo como uma animação para a família, gerou divisões significativas entre os espectadores. Para muitos cristãos, a mensagem do filme não corresponde aos valores de respeito à fé e aos ensinamentos cristãos, tornando-se um tema delicado de discussão em várias plataformas digitais.

Em meio à crescente polêmica, resta a dúvida sobre a responsabilidade das produções cinematográficas em relação ao impacto que seus conteúdos podem ter nas gerações mais jovens, especialmente quando há uma distorção dos valores tradicionais ou uma abordagem que não respeita a visão religiosa de uma parte significativa da audiência. Por enquanto, os pais seguem alertando uns aos outros, pedindo que sejam cautelosos ao escolher filmes para os seus filhos.

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