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Clarissa Tércio sobre operação contra Bolsonaro: "Não é justiça, é vingança"

A deputada federal Clarissa Tércio usou as suas redes sociais para se manifestar sobre o assunto.

Fernanda Diniz

18 de julho de 2025 às 13:43   - Atualizado às 14:06

Clarissa Tércio e Bolsonaro.

Clarissa Tércio e Bolsonaro. Foto: Divulgação

A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) usou suas redes sociais, na manhã desta sexta-feira, 18 de julho, para se manifestar sobre a operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em publicações, a parlamentar se solidarizou com o ex-presidente e criticou a medida determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo ela, a decisão ocorreu pouco depois de o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgar uma segunda carta em apoio a Bolsonaro, pedindo que o julgamento no STF fosse interrompido imediatamente.

"Moraes manda colocar tornozeleira eletrônica em @jairmessiasbolsonaro logo após a segunda carta de apoio de @realdonaldtrump. Além da tornozeleira, foram impostas medidas cautelares e realizada operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente", escreveu a deputada.

Clarissa Tércio também afirmou que, na sua visão, o que está acontecendo com Bolsonaro não se trata de justiça, mas de uma retaliação política:

"Está cada vez mais claro: não é justiça, é vingança", declarou.

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Em outra publicação, a deputada compartilhou uma imagem de Bolsonaro com a legenda: "Verás que um filho teu não foge à luta".

Entenda prisão de Bolsonaro 

A Polícia Federal realizou, na manhã desta sexta-feira, 18 de julho, uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cumprimento de uma série de medidas restritivas. A

defesa do ex-presidente confirmou a operação, que acontece na casa dele e também em locais ligados ao Partido Liberal (PL), legenda à qual é filiado.

A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, relator de inquéritos que investigam a conduta de Bolsonaro e aliados. O ex-presidente agora terá que usar tornozeleira eletrônica. Além disso, não poderá sair de casa entre 19h e 7h.

A Justiça determinou ainda que ele se mantenha afastado das redes sociais, o que inclui qualquer tipo de publicação ou interação, mesmo por meio de terceiros.

As medidas também impedem o ex-presidente de ter contato com embaixadores e diplomatas. Bolsonaro está proibido de se aproximar de embaixadas, consulados e outras representações estrangeiras. A ordem também vale para o contato com outros réus ou investigados nos processos que tramitam no Supremo.

Advogados próximos ao ex-presidente afirmam que ele recebeu as orientações da PF e já está ciente das determinações. A equipe jurídica tenta agora entender os detalhes da decisão e estuda quais medidas pode adotar em resposta, como recursos ou pedidos de revisão.

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