Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam concentração da violência nas regiões Norte e Nordeste e acendem alerta para políticas públicas.
Operação na Bahia: busca a suspeitos de matar um policial federal. Cândido Vinícius/Ascom-PC
A violência urbana segue como um dos principais desafios estruturais do país. O novo levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela quais são as cidades mais perigosas do Brasil em 2026, considerando a taxa de homicídios por 100 mil habitantes indicador utilizado internacionalmente para medir o nível de violência letal.
O ranking mostra que municípios das regiões Norte e Nordeste concentram os maiores índices, refletindo problemas históricos ligados à desigualdade social, disputa entre facções criminosas e fragilidade estrutural na segurança pública.
Entre as cidades que lideram a lista estão Jequié, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho e Camaçari, todas na Bahia. Em Pernambuco, Cabo de Santo Agostinho também aparece entre as primeiras posições.
Antes de apresentar qualquer ranking, é importante compreender quais critérios são utilizados para classificar um município como perigoso.
O indicador mais adotado em pesquisas nacionais e internacionais é a taxa de homicídios por 100 mil habitantes. Essa métrica é padronizada justamente para permitir comparações mais equilibradas entre cidades com tamanhos populacionais diferentes.
Além dos homicídios, outros tipos de crimes violentos também entram na análise, como:
Portanto, não se trata apenas de números em uma tabela. Cada estatística representa vidas interrompidas, famílias marcadas pela perda e comunidades que convivem diariamente com os impactos da violência.
De acordo com especialistas em segurança pública, o avanço da violência está diretamente relacionado à atuação de organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas e armas, além da disputa territorial em áreas urbanas periféricas.
Capitais como Salvador, Manaus e Macapá também figuram no ranking das 50 cidades mais violentas. Em muitos casos, a taxa de homicídios supera significativamente a média nacional.
Especialistas apontam que fatores como desemprego, evasão escolar e déficit habitacional contribuem para a manutenção do ciclo de violência. Além disso, a baixa presença do Estado em determinadas regiões dificulta ações preventivas e o fortalecimento do policiamento ostensivo.
Os efeitos da violência vão além dos números. Moradores relatam restrições de circulação, fechamento precoce do comércio e aumento da sensação de insegurança. O mercado imobiliário também sofre impactos, com desvalorização em áreas consideradas de maior risco.
Outro ponto destacado no levantamento é que a violência afeta principalmente jovens do sexo masculino, moradores de regiões periféricas, reforçando um padrão histórico já observado em estudos anteriores.
O ranking reacende o debate sobre a necessidade de políticas integradas que unam segurança, educação e desenvolvimento social. Especialistas defendem investimentos em inteligência policial, programas de prevenção à violência e maior articulação entre governos estaduais e federal.
Apesar do cenário preocupante, há exemplos de municípios que conseguiram reduzir índices por meio de planejamento estratégico e monitoramento de metas.
O levantamento completo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública serve como base para gestores públicos e pesquisadores analisarem tendências e planejarem ações mais eficazes.
Enquanto isso, para a população, os dados reforçam a importância de informação, prevenção e acompanhamento das políticas de segurança em cada região.
Confira o ranking das 50 cidades mais perigosas do Brasil em 2026, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública:
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16:35, 27 Fev
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Fonte: OpenWeather
Defesa Civil registra ocorrências após temporais atingirem municípios do estado e alerta para risco de novos deslizamentos.
Segundo a Polícia Militar, ele estava foragido da Justiça e tinha condenação por tráfico de drogas, com mandado em aberto desde 2025.
O suspeito, identificado como Matheus Vinícius, em depoimento à Polícia Civil, classificou o crime como uma "burrice" e "besteira".
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