Pernambuco, 14 de Setembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Câncer de pênis: Brasil tem 22,2 mil internações em 10 anos e quase 600 amputações, diz pesquisa

A doença representa um desafio em saúde pública, pois continua impactando a vida de homens e causando mortes, mesmo sendo possível preveni-la.

Gabriel Alves

04 de fevereiro de 2025 às 12:10   - Atualizado às 12:29

Calça com banana.

Calça com banana. Foto: Reprodução

O câncer de pênis, considerado um tipo de tumor raro, levou a 22,2 mil internações em dez anos e uma média de 585 amputações do órgão por ano, segundo um levantamento exclusivo da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com base em dados do Ministério da Saúde.

A princípio, a doença representa um desafio em saúde pública, pois continua impactando a vida de homens e causando mortes, mesmo sendo possível preveni-la com ações simples, como higienização adequada do órgão genital, cirurgia de fimose e vacinação contra o HPV.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina contra o HPV para meninos de 9 a 14 anos e outros grupos prioritários.

Veja Também

Entre 2014 e 2023, o câncer de pênis causou 4.500 mortes no Brasil

“Apesar de ser um dos poucos tipos de câncer que podem ser prevenidos, o Brasil ainda apresenta preocupantes índices relativos ao câncer de pênis, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Nosso maior objetivo com essa campanha é informar os homens que é possível prevenir e, caso ele surja, que seja diagnosticado e tratado de forma precoce, evitando a amputação do órgão”, afirmou Luiz Otavio Torres, presidente da SBU, em nota.

Sinais e sintomas

A observação de alterações na região, como mudanças na cor e na textura da pele, aparecimento de nódulos na virilha, feridas com sangramento e secreção com odor desagradável, permite identificar os sinais da doença.

A detecção precoce é fundamental para evitar complicações graves, como a amputação.

Fatores de risco

Em síntese, o câncer de pênis costuma afetar principalmente homens com mais de 50 anos, mas jovens igualmente podem desenvolver a doença. Entre os principais fatores de risco estão:

  • Higiene inadequada do pênis;
  • Fimose não tratada;
  • Vulnerabilidade socioeconômica;
  • Infecção pelo papilomavírus humano (HPV);
  • Tabagismo.

“Esses dados reforçam a necessidade de orientação médica e de políticas públicas que facilitem o diagnóstico e o tratamento precoce dessas condições. Essas medidas não apenas contribuem para a qualidade de vida dos pacientes, mas também evitam a necessidade de amputação do pênis e reduzem o risco de morte pela doença”, destacou Roni de Carvalho Fernandes, diretor da Escola Superior de Urologia da SBU.

Prevenção ao câncer

Para evitar a doença, especialistas recomendam:

  • Fazer a higiene adequada do pênis com água e sabão, puxando o prepúcio;
  • Lavar a região íntima após relações sexuais;
  • Tomar a vacina contra o HPV, disponível no SUS para meninos de 9 a 14 anos e imunossuprimidos até 45 anos;
  • Realizar cirurgia de correção da fimose (postectomia), se recomendada por um médico;
  • Usar preservativo para evitar Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

12:13, 14 Set

Imagem Clima

29

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Presidente Lula e Flávio Bolsonaro.
Pesquisa

Lula e Flávio Bolsonaro lideram rejeição com 55% cada, aponta Quaest

A rejeição do petista oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana passada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Já o senador manteve os 55% registrados.

Foto oficial de Lula nas urnas.
Avaliação

Eleições 2026: governo Lula tem aprovação de 43%, aponta pesquisa Quaest

Em outra pergunta, sobre a avaliação do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão negativamente, enquanto 32% a avaliam positivamente.

Flávio Bolsonaro e Lula
Números

Pesquisa Quaest: Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula 40% em cenário de 2º turno

Em 26 de julho, Lula tinha 45%, ante 37% de Flávio. No levantamento que antecedeu o empate numérico da semana passada o presidente aparecia com 42%, contra 41% do senador.

mais notícias

+

Newsletter