Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Caixa é condenada e fecha acordos de R$ 14 MILHÕES após casos de ASSÉDIO contra ex-presidente

Fontes judiciais revelaram que o banco havia sido condenado a pagar uma indenização por danos morais, sendo o maior valor da história da Justiça do Trabalho.

Gabriel Alves

18 de setembro de 2024 às 10:14   - Atualizado às 11:00

Caixa é condenada e fecha acordos de R$ 14 MILHÕES após casos de ASSÉDIO contra ex-presidente.

Caixa é condenada e fecha acordos de R$ 14 MILHÕES após casos de ASSÉDIO contra ex-presidente. Foto: Reprodução

Mais de dois anos após o escândalo de assédio sexual e moral envolvendo o ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o banco foi condenado em pelo menos quatro processos e assinou dois acordos trabalhistas, totalizando R$ 14 milhões em indenizações. A informação foi publicada na segunda-feira, 16 de setembro, por Thaísa Oliveira, da Folha de S.Paulo.

Esse valor pode aumentar significativamente com um processo movido por Edneide Lisboa, viúva do ex-diretor Sérgio Batista. A defesa de Edneide pede uma indenização de R$ 40 milhões, como aponta a reportagem da Folha de S.Paulo.

Fontes judiciais revelaram que a Caixa já foi condenada a pagar uma indenização por danos morais à viúva, sendo o maior valor da história da Justiça do Trabalho.

Escândalo

Em 2022, o banco foi multado em R$ 10 milhões e firmou um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para encerrar investigações relacionadas aos episódios de assédio sexual e moral. Além disso, em janeiro de 2023, a Caixa assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPT após a comprovação de perseguições a empregados durante a gestão de Guimarães.

O banco também foi condenado em processos movidos em São Paulo, Amazonas e no Distrito Federal. Em um caso, a Justiça determinou o pagamento de R$ 400 mil por assédio moral, em processo iniciado pela Federação Nacional das Associações dos Gestores da Caixa Econômica Federal (Fenag) em 2020. Em outro caso, a Caixa foi condenada a pagar R$ 3,5 milhões em São Paulo por um episódio de coerção envolvendo flexões impostas a funcionários. Em outro caso, um empregado recebeu R$ 52 mil de indenização por ter sido obrigado por Guimarães a comer pimenta.

Processos e Justiça

Além dos gastos diretos com indenizações e multas, o escândalo deixou marcas na reputação da Caixa, segundo a ex-presidente do banco, Rita Serrano. Ela determinou que os valores pagos em indenizações fossem cobrados de Guimarães, mas ainda não se sabe se o atual presidente, Carlos Antônio Vieira Fernandes, manterá essa medida.

Veja Também

“O que não se conta é o custo das ações dele [Guimarães] para a imagem da instituição. Como a Caixa é uma empresa pública, não tem ações em Bolsa, você não visualiza isso. Mas quanto o banco perde em credibilidade quando essas coisas acontecem?”, questiona.

Enquanto os processos trabalhistas avançam, as mulheres que denunciaram Guimarães por assédio sexual aguardam uma decisão na esfera criminal. O caso segue sob sigilo judicial, e uma audiência de instrução está marcada para os próximos dias.

O advogado de Guimarães, José Luis Oliveira Lima, nega as acusações e afirma que seu cliente "jamais praticou crimes" e confia na Justiça para provar sua inocência. A investigação interna da Caixa, concluída no final de 2022, apontou indícios de crimes no relatório de 500 páginas entregue às autoridades.

"Durante as apurações, a defesa chegou a questionar a evidente parcialidade da comissão interna, registrando a falta de isenção na formulação de perguntas e na solicitação de documentos, que tinham por objetivo corroborar conclusões já existentes, ao invés de apurar a verdade dos fatos. As conclusões do relatório da Caixa Econômica Federal, alcançadas em procedimento arbitrário, no qual foram desrespeitados os mais básicos princípios de isonomia e isenção, e em nada contribuem para o esclarecimento das apurações”, diz a nota.

A advogada das vítimas, Soraia Mendes, não comentou o processo criminal, mas destacou semelhanças entre a conduta de Guimarães e a de Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, que também foi acusado de assédio sexual e moral.

“Por tudo que é público de ambos casos, há um paralelo. Pessoas que estão em cargos de poder, várias vítimas, assédio moral, assédio sexual. E o ex-ministro cumpriu o prêt-à-porter [expressão em francês que indica figurino pronto para vestir] do agressor dizendo ‘sou um bom pai, sou um bom marido. E ele fez também gestões para que as vítimas sejam denunciadas pelo crime de denunciação caluniosa. Tem paralelo, e tem paralelo também em como a defesa pública vem”, conclui a advogada na nota.

Da redação do Portal com informações da Folha de S.Paulo.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

21:34, 13 Fev

Imagem Clima

25

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Atlético MG e Galo da Madrugada brigam na justiça.
Cocoricó

Briga de Galo! Atlético MG recorre e vai à justiça novamente contra o Galo da Madrugada

Recurso tenta derrubar decisão que manteve marca ligada ao tradicional bloco carnavalesco.

Abel Ferreira, treinador do Palmeiras, diz que jogos às 21h30 são prejudiciais.
Fala

Abel Ferreira critica domínio da Rede Globo no Brasileirão e pede ajuda da CBF; veja vídeo

O técnico do Palmeiras aproveitou a entrevista coletiva após a vitória contra o Internacional por 3 a 1 para desabafar.

Gabriel de Sá Campos, de 30 anos, réu por abusar adolescentes e Igreja Batista Filadélfia, onde ele era líder de grupo de jovens.
Avanço

Justiça torna líder de grupo jovem réu por abusar oito adolescentes da Igreja Batista Filadélfia

Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.

mais notícias

+

Newsletter