Lula e Maduro apertando as mãos. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Dados do Governo Federal revelaram que o Brasil exportou 20 mil frascos de spray de pimenta à Venezuela, produto amplamente utilizado por forças de segurança para conter manifestações. A exportação ocorreu pouco antes das eleições presidenciais de julho, período marcado por tensões políticas no país vizinho.
A cidade de Pacaraima, na fronteira entre Brasil e Venezuela, serviu como ponto de entrada para dois carregamentos que, juntos, totalizam os 20 mil frascos. A pequena cidade brasileira, com cerca de 18 mil habitantes, é também a primeira parada para milhares de venezuelanos que deixam o país devido à crise econômica e repressão política do regime de Nicolás Maduro.
O envio do produto coincide com a contestada reeleição de Maduro, que gerou uma onda de protestos no país. De acordo com um relatório da ONU, essas manifestações foram reprimidas com detenções arbitrárias e outras violações de direitos humanos. Em resposta, o regime de Maduro classificou as alegações como "vulgares" e "panfletárias", acusando o documento de atender a interesses dos Estados Unidos.
A exportação foi autorizada pelo Ministério da Defesa e pelo Exército Brasileiro, apesar das preocupações internacionais sobre o tratamento dado à oposição na Venezuela. Questionado, o governo brasileiro afirmou que a operação seguiu todas as normas vigentes.
A identidade da empresa responsável pela venda não foi divulgada. O Exército informou que não poderia fornecer detalhes sobre a companhia envolvida na transação. Além disso, não há confirmação se a compra foi realizada por empresas privadas venezuelanas ou diretamente pelo governo de Maduro.
O regime venezuelano não se pronunciou sobre o assunto.
Em meio às pressões externas e internas, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tomou posse na sexta-feira, 10 de janeiro, com seu terceiro mandato à frente do Palácio de Miraflores, em Caracas, onde promete ficar até, pelo menos, o dia 10 de janeiro de 2031.
A posse de Maduro ocorre em meio à condenação das potências ocidentais, como União Europeia, Estados Unidos e Canadá, e diversos governos regionais, como Argentina e Chile, que acusam o governo de fraudar as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.
Mesmo governos mais próximos de Caracas, como Colômbia e Brasil, criticam que a eleição passada não foi transparente porque não foram divulgados todos os dados eleitorais. Mesmo assim, devem enviar representante diplomáticos à posse. O governo mexicano informou que não se envolve com questões internas do país sul-americano e também enviará um representante.
Segundo o governo venezuelano, cerca de 2 mil convidados internacionais, entre representantes de governos, movimentos sociais e culturais, devem participar da posse de Maduro, marcada para as 13h desta sexta-feira (10), no horário de Brasília.
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