Brasil tem o segundo maior rebanho bovino global, com 238 milhões de cabeças. Imagem de vecstock no Freepik
Brasil mantém o segundo maior rebanho bovino do mundo em 2025, com aproximadamente 238,2 milhões de cabeças. O número representa uma leve queda de 0,2% em relação ao ano anterior, mas ainda assim marca o segundo maior estoque da série histórica do IBGE, iniciada em 1974.
A Índia permanece na liderança mundial, com o maior rebanho bovino, estimado em 307,5 milhões de cabeças. No entanto, o foco indiano está na produção de leite, por razões culturais e religiosas, o que limita sua participação no mercado global de carne bovina.
Em contraste, o Brasil destaca-se por sua pecuária orientada para a produção comercial de carne, com enorme presença em mercados internacionais como China, Egito, Chile e Emirados Árabes Unidos.
O Brasil possui uma estrutura favorável que alia clima, vastas áreas de pastagens e técnicas extensivas, o que reduz custos e permite competitividade frente a sistemas mais intensivos, como nos Estados Unidos.
A ligeira queda do rebanho brasileiro decorre de um volume histórico de abates, incluindo o abate intensificado de fêmeas, incentivado pelos altos preços do bezerro e da arroba que desestimularam a retenção para reprodução.
O rebanho mundial de bovinos de corte inicia 2025 estimado em 922,69 milhões de cabeças, com uma leve diminuição em relação a 2024. A produção mundial de carne bovina deve cair em 2025, reflexo da redução esperada nos principais produtores, como Estados Unidos, Brasil, China e União Europeia.
O Brasil enfrenta desafios climáticos e sazonais, como secas e variações nos preços dos insumos, mas mantém a força como maior exportador mundial de carne bovina, com preços do boi gordo firmes e acima de R$ 300 por arroba.
Os mercados asiáticos, especialmente a China, seguem sendo fundamentais para a pecuária brasileira, que busca expandir ainda mais seu alcance global.
Estados como Mato Grosso mantêm a liderança por volume, enquanto municípios como São Félix do Xingu, no Pará, figuram entre os que possuem maior número de cabeças, reforçando a importância da região Norte no contexto nacional.
A pecuária se ajusta às dinâmicas econômicas, com abates que refletem estratégias comerciais e oscilações nos preços dos produtos agropecuários.
Em 2026, espera-se uma redução nos abates, sinalizando potencial recuperação do estoque bovino, em um cenário de alta competitividade global.
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