Em Santos, no litoral paulista, onde visitou o memorial construído no local da queda do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco, Antônio relembrou o caso.
Antônio e Eduardo Campos. (Foto: Divulgação)
Durante viagem à 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o advogado e escritor Antônio Campos fez uma parada em Santos, no litoral paulista, onde visitou o memorial construído no local da queda do avião que transportava o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, em agosto de 2014.
Doze anos após a tragédia, o acidente que vitimou Eduardo Campos e outras seis pessoas continua sendo alvo de questionamentos e de uma disputa judicial pela ampliação das investigações sobre as causas da queda da aeronave.
Antônio Campos e a mãe, a ex-ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, são autores de uma ação de produção antecipada de provas que tramita na 4ª Vara Federal de Santos desde 2017. O processo busca aprofundar a análise técnica sobre as circunstâncias do acidente.
Nos autos, foi apresentado parecer elaborado pelo perito Carlos Camacho, que aponta indícios de possível falha na aeronave e defende a necessidade de novos estudos para esclarecer as causas da queda, incluindo a hipótese de uma eventual interferência externa.
A ação também ganhou relevância no campo jurídico ao contribuir para o entendimento de que a produção judicial de provas pode ser utilizada em casos envolvendo acidentes aéreos.
Dessa forma, os relatórios produzidos pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Federal não impedem a realização de perícias independentes nem encerram, de forma definitiva, a apuração dos fatos.
O inquérito da Polícia Federal não apresentou uma conclusão definitiva sobre as causas do acidente.
Durante a visita ao memorial, Antônio Campos reafirmou que continuará buscando novos esclarecimentos sobre a morte do irmão.
“Não desistirei de buscar Justiça e a verdade sobre a morte prematura de Eduardo Campos, então candidato à Presidência da República. É necessário esclarecer, com rigor técnico e independência, se o acidente decorreu de uma falha da aeronave e se essa falha pode ter sido provocada”, afirmou.
O local visitado por Antônio Campos também foi um dos primeiros pontos para onde ele se dirigiu após a tragédia, em 2014. Para ele, a memória do episódio reforça a necessidade de manter a busca por respostas.
“Passados doze anos, continuamos defendendo que todas as possibilidades sejam analisadas com responsabilidade e profundidade. A verdade é um direito da sociedade e das famílias envolvidas”, declarou.
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