Dark Horse, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Divulgação
A Agência Nacional do Cinema (Ancine) concedeu, em 7 de agosto, o Registro de Obra Estrangeira (ROE) para Dark Horse, filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A medida representa uma etapa importante no processo de liberação do longa para exibição no Brasil, mas não significa que a produção já esteja autorizada a chegar aos cinemas.
O filme será distribuído no país pela Europa Filmes. Antes de definir a chegada da obra às salas brasileiras, porém, a empresa ainda precisa solicitar à Ancine o Certificado de Registro de Título (CRT). Até o momento, não há uma data ou prazo estabelecido pela distribuidora para fazer o pedido.
A situação mantém indefinida a data de estreia de Dark Horse no Brasil. O diretor da Europa Filmes, Wilson Feitosa, afirmou que a solicitação do certificado será feita de acordo com uma estratégia da empresa.
“Quanto ao CRT, não temos prazo para solicitar. Estaremos fazendo no momento certo”, disse Feitosa em entrevista ao portal Metrópoles.
O Registro de Obra Estrangeira concedido pela Ancine é uma das etapas necessárias para que uma produção estrangeira possa avançar em seu processo de exibição no país. No caso de *Dark Horse*, contudo, a autorização não representa, por si só, o início da distribuição comercial nos cinemas.
A Europa Filmes, responsável pela distribuição do longa no Brasil, ainda precisa encaminhar o pedido do CRT. Como a empresa não informou quando pretende fazer a solicitação, também não há previsão oficial para o lançamento do filme.
Enquanto o processo de distribuição avança, a produção também é alvo de uma apuração da própria Ancine. O órgão investiga uma denúncia relacionada à realização de gravações do filme em território brasileiro.
Segundo a denúncia, a produção teria realizado gravações no Brasil sem comunicação prévia à agência. Esse procedimento é obrigatório para produções estrangeiras realizadas no país e deve ser informado por uma produtora brasileira parceira, que também deve assumir a responsabilidade técnica pelo trabalho.
A investigação ocorre paralelamente ao processo de registro da obra e acrescenta outro elemento à tramitação envolvendo o filme sobre Jair Bolsonaro.
Além da apuração conduzida pela Ancine, Dark Horse também está relacionado a uma investigação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No fim de julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para investigar recursos enviados por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para a produção do longa-metragem. A medida foi tomada após solicitação da Polícia Federal (PF), que recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Com isso, o filme sobre Bolsonaro passa por diferentes etapas antes de uma eventual estreia nos cinemas brasileiros. De um lado, a obra já obteve o Registro de Obra Estrangeira concedido pela Ancine. De outro, a distribuidora ainda precisa solicitar o Certificado de Registro de Título, enquanto a agência mantém uma investigação sobre as gravações realizadas no país.
Até o momento, portanto, o longa não tem data definida para chegar às salas de cinema do Brasil. A Europa Filmes ainda não estabeleceu quando fará o pedido do CRT, e o avanço dessa etapa será determinante para os próximos passos da distribuição nacional de Dark Horse.
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