"Levarei esse crime para a Justiça", diz Zema sobre escola de Samba que satirizou evangélicos Foto: Reprodução
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou na madrugada desta segunda-feira, 16 de fevereiro, que vai ingressar na Justiça contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói, após o desfile realizado no domingo (15) na Marquês de Sapucaí, em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o governador, a apresentação desrespeitou a comunidade evangélica ao retratar fiéis de forma caricata. A crítica se refere à ala “Neoconservadores em conserva”, que levou integrantes fantasiados como latas, com ilustrações que remetiam a uma família tradicional formada por pai, mãe e duas crianças.
De acordo com a escola, a ala representava segmentos que, na visão do enredo, compõem o campo do neoconservadorismo no cenário político nacional.
Além dos evangélicos, foram retratados o agronegócio, simbolizado por um fazendeiro; uma mulher de classe alta; e defensores da ditadura militar. No material oficial, a agremiação afirmou que utilizou o humor como recurso narrativo para abordar temas políticos contemporâneos.
Em vídeo publicado no X, Zema declarou que o Brasil é um país de fé e destacou o número expressivo de evangélicos no país. Para ele, a representação ultrapassou o limite da crítica política.
“O Brasil é um país de muita fé. São mais de 50 milhões de evangélicos. Gente que trabalha duro, que cria filhos, que paga impostos, que ora pelo país. Agora eu vejo uma ala desse desfile colocando evangélico dentro de lata, como se fosse caricatura. Isso não é arte, isso é desrespeito.”
O governador afirmou que divergências ideológicas são legítimas, mas considerou que transformar a religião em alvo de ridicularização configura preconceito religioso. Ele também criticou o que chamou de polarização da fé no debate político.
“No Brasil que eu quero, todo mundo é livre para crer e todo mundo merece e é digno de respeito”, acrescentou.
Na legenda da publicação, Zema reforçou que pretende judicializar o caso. “Chega a ser constrangedor e inacreditável o que foi feito no Carnaval do Rio. Levarei esse crime para a Justiça”, escreveu.
O episódio amplia a repercussão política do desfile da Acadêmicos de Niterói, que já havia provocado manifestações de outros parlamentares da oposição e reacendeu o debate sobre os limites entre sátira, liberdade artística e respeito à liberdade religiosa.
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A declaração foi publicada após o parlamentar compartilhar que há divergências internas na Polícia Federal na prisão do filho do presidente Lula.
O documento também afirma que o ministro do STF cometeu outros crimes, entre eles tráfico de influência, corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro
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