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Cúpula do Brics 2025: Xi Jinging e Vladimir Putin não irão comparecer ao encontro no Rio de Janeiro

Pela primeira vez, Xi vai se ausentar de uma Cúpula do Brics. Enquanto Putin pretende participar por meio de vídeo conferência.

Eduarda Queiroz

26 de junho de 2025 às 13:19   - Atualizado às 13:19

Cúpula do Brics 2025: Xi Jinging e Vladimir Putin não irão comparecer ao encontro no Rio de Janeiro

Cúpula do Brics 2025: Xi Jinging e Vladimir Putin não irão comparecer ao encontro no Rio de Janeiro Foto: Xinhua/Ju Peng

A Cúpula do Brics marcada para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro, não contará com dois dos principais líderes do bloco, os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin.

Pela primeira vez, Xi vai se ausentar de uma Cúpula do Brics, grupo do qual o país é membro fundador e a mais influente força econômica e política.

A ausência de Xi soma-se a já esperada baixa do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que pretende participar da cúpula à distância, por meio de vídeo, informou a assessoria internacional do Kremlin, conforme reportaram a agência estatal Tass e a Sputnik. Ele será representado pelo chanceler Serguei Lavrov.

O motivo da ausência é a ordem de prisão de Putin, emitida pelo Tribunal Penal Internacional. Ele é acusado de crime de guerra no conflito com a Ucrânia.

Como o Brasil é membro da corte, não há garantia de que a Justiça brasileira seja provocada da ordenar o cumprimento do mandado, caso Putin pise em solo brasileiro.

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Conflito de agendas

A chancelaria brasileira foi informada que a delegação chinesa será representada pelo primeiro-ministro Li Qiang. Questionado nos últimos dois dias, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China disse apenas que a liderança chinesa será informada oportunamente, sem citar a ausência de Xi, nem a indicação do premiê como substituto.

Nos últimos meses, a possível ausência de Xi por um potencial conflito de agendas - somado a sua recente viagem ao Rio para o G20 e a Brasília para visita de Estado - passaram a ser consideradas pelo governo Lula, e a viagem do petista a Pequim em maio serviu também como uma forma de sinalizar deferência e provocar a retribuição em julho. O que não ocorrerá, segundo diplomatas brasileiros.

A viagem e uma potencial reunião bilateral seriam mais uma aproximação do governo Lula com China e tentativa de engajar os chineses em projetos estratégicos como a ferrovia bioceânica.

Estadão Conteúdo
 

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