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Vídeo: "O tempo todo 'vão prender Bolsonaro', caguei para prisão", diz ex-presidente após denúncia

No discurso, o ex-chefe do Executivo falou sobre a atuação da direita nas redes sociais e repetiu os argumentos já apresentados para desacreditar as investigações da Polícia Federal (PF).

Ricardo Lélis

20 de fevereiro de 2025 às 16:51   - Atualizado às 16:51

Ex-presidente Jair Bolsonaro em evento do PL

Ex-presidente Jair Bolsonaro em evento do PL Foto: Divulgação/ PL

Em sua primeira aparição pública após ser denunciado por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, que está com a "consciência tranquila", pois o documento de 272 páginas apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) seria mera narrativa contra a extrema direita.

"Nada mais têm contra nós do que narrativas. Tudo foi por água abaixo. A mais recente foi essa de golpe", disse. "‘Vão prender o Bolsonaro?’ Caguei para a prisão", prosseguiu o ex-presidente sob aplausos e gritos de ‘mito’ dos eleitores do Partido Liberal (PL).

As declarações do ex-presidente foram feitas durante o encontro nacional de comunicação do PL, no qual participaram big techs como X e Google.

Em trinta minutos de discurso, Bolsonaro pouco falou sobre a atuação da direita nas redes sociais e repetiu os argumentos já apresentados para desacreditar as investigações da Polícia Federal (PF).

"Quem precisa de 800 páginas para provar, é que não tem o que mostrar", afirmou, em alusão ao relatório apresentado pela PF com as provas que embasaram a denúncia da PGR.

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Confira o vídeo:

Segundo Bolsonaro, a prioridade da direita neste momento deve ser a anistia dos presos de 8 de Janeiro.

Ele convocou seus apoiadores a comparecerem nas manifestações organizadas para o dia 16 março e pediu que não levem cartazes.

Na quarta-feira, 19, parlamentares de oposição se reuniram com Bolsonaro para traçar estratégias de atuação após a denúncia, o que inclui a mobilização da base nas ruas para mostrar força.

Bolsonaro ainda voltou a acusar, sem provas, que as eleições de 2018 e 2022 foram fraudadas.

O ex-presidente resgatou o inquérito da PF que apurou um ataque hacker aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2018, sob a alegação de que esse caso evidenciaria tentativas de fraude, o que é falso.

As falas sobre os casos que o atingem se mesclarem com ataques ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enaltecimento dos seus próprios feitos e até mesmo recados aos seus aliados de que ele segue forte no posto de líder da direita, apesar dos reveses que enfrenta na Justiça.

"Tem gente mais preparada do que eu, aqui deve ter dezenas, mas com o coro mais grosso do que o meu, não tem", disse.

Em uma de suas várias digressões durante o discurso, Bolsonaro agradeceu o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), atualmente cotado para assumir um ministério no governo Lula. Segundo o líder do PL, Lira pautou tudo que ele pediu, especialmente no quesito relacionado à redução de tributo.

"Estou indo pra guerra. Vou pegar um limpinho, Um gravatinha da Câmara para esse processo?", questionou, em referência ao ex-presidente da Câmara. "(Lira) tem seus problemas. Pode ter. Mas se fosse um gravatinhas, limpinho na presidência, não teria resolvido o problema", prosseguiu. "Obrigado, Arthur Lira", enfatizou.

Estadão Conteúdo

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