Jô Cavalcanti e João Campos. Foto: Divulgação
A vereadora do Recife, Jô Cavalcanti (PSOL), se manifestou no sábado, 27 de dezembro, sobre a denúncia de uma suposta irregularidade na nomeação de um procurador do município.
O caso envolve uma nomeação feita pela Prefeitura do Recife e passou a gerar questionamentos dentro da própria Procuradoria-Geral do Município e no meio político da capital pernambucana.
A informação veio a público inicialmente por meio do blog do jornalista Manoel Medeiros. Segundo a reportagem, o prefeito João Campo (PSB) nomeou na última terça-feira, dia 23, em edição extra do Diário Oficial do município, o candidato Lucas Vieira Silva para o cargo de procurador judicial do Recife. A nomeação ocorreu dentro da vaga reservada a Pessoas com Deficiência, prevista no concurso público realizado em 2022.
De acordo com as informações divulgadas pelo blog, o nomeado é filho de Maria Nilda Silva, procuradora de contas do Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.
A nomeação causou estranhamento no corpo técnico da Procuradoria-Geral do Município. Servidores apontam que a convocação teria desrespeitado a ordem de classificação do concurso. Segundo o relato, outro candidato, classificado em primeiro lugar na lista de vagas destinadas a Pessoas com Deficiência, aguarda a nomeação há mais de dois anos. A escolha de um candidato que não ocupava a primeira posição na fila levantou dúvidas sobre a legalidade do procedimento.
A vereadora Jô Cavalcanti classificou a situação como grave e afirmou que o caso exige esclarecimentos públicos. Em declaração, a parlamentar informou que o mandato adotará medidas formais para cobrar explicações da gestão municipal.
"Muito grave a denúncia de irregularidade na nomeação de um procurador do município do Recife. Nosso mandato vai tomar duas iniciativas. Primeiro vai protocolar um requerimento demandando apuração do caso e depois vai solicitar a convocação do Procurador-Geral do Município para esclarecimento perante à Câmara. Não podemos admitir que relações familiares interfiram na legalidade de processos seletivos da nossa cidade", declarou a vereadora.
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