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Vereadora critica ação de igrejas que distribuem alimentos a moradores de rua: "Não deem quentinhas"

A parlamentar é conhecida por pautas conservadoras na Câmara Municipal do Rio e já participou de projetos polêmicos, como o PL anti-Oruam.

Portal de Prefeitura

11 de dezembro de 2025 às 14:49   - Atualizado às 14:56

Vereadora do Rio e Igreja entregando Quentinhas

Vereadora do Rio e Igreja entregando Quentinhas Foto MOntagem/Portal de Prefeitura/FuxicoGospel

Uma declaração da vereadora Talita Galhardo (PSDB-RJ) gerou repercussão nesta quinta-feira (11/12) ao criticar a distribuição de alimentos promovida por igrejas e grupos voluntários para pessoas em situação de rua no Rio de Janeiro. Segundo ela, ações como a entrega de quentinhas durante o Natal podem trazer efeitos negativos, como a permanência prolongada de moradores nas ruas e aumento da criminalidade.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Galhardo afirmou que a forma correta de atender essas pessoas seria o encaminhamento para abrigos municipais. No entanto, ela reconheceu que muitos recusam a oferta devido a regras rígidas, como horários definidos, separação por gênero e proibição do uso de drogas, fatores que dificultam a adesão aos serviços públicos.

Contexto social e crise humanitária

O posicionamento da parlamentar ocorre em um momento crítico para a população em situação de rua. Dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com População em Situação de Rua (OBPopRua/UFMG) indicam que o estado do Rio de Janeiro contabiliza mais de 33 mil pessoas vivendo nas ruas, enquanto o número no Brasil ultrapassa 358 mil.

Para muitos, a distribuição de alimentos realizada por igrejas é a única fonte diária de nutrição, especialmente em períodos festivos. Especialistas em políticas sociais destacam que a ajuda emergencial não deve ser criminalizada, mesmo quando existem programas de acolhimento oficiais.

A parlamentar é conhecida por pautas conservadoras na Câmara Municipal do Rio e já participou de projetos polêmicos, como o PL anti-Oruam, que visa restringir shows com apologia ao crime.

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Repercussão nas redes sociais

A fala de Galhardo provocou intensa reação de internautas, movimentos sociais e fiéis. Muitos afirmaram que a vereadora estaria criminalizando a pobreza ao criticar a solidariedade promovida por igrejas. Um comentário amplamente compartilhado dizia: “Cama quente, salário em dia, e a culpa é de quem dá comida a quem tem fome?”

Organizações de assistência social ressaltaram que, enquanto as políticas públicas ainda não conseguem atender a demanda, a atuação de igrejas e voluntários é essencial para garantir alimentação e dignidade básica a milhares de pessoas.

Até o momento, não houve nova declaração da vereadora, nem pronunciamento da executiva do PSDB-RJ sobre o episódio.

A polêmica reacende o debate sobre a melhor forma de atender a população em situação de rua, equilibrando acolhimento institucional e assistência emergencial feita por igrejas e voluntários. A sociedade acompanha de perto como políticas públicas e ações de solidariedade podem coexistir de forma eficaz, garantindo proteção e dignidade a quem vive nas ruas do Rio de Janeiro.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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