Vereadora bolsonarista diz que morte do Papa é o 'fim de uma era de distorções doutrinárias'. Foto: Reprodução/Redes Sociais
A vereadora Mariana Lescano (Progressistas-RS), causou polêmica após publicar nas suas redes sociais críticas ao Papa Francisco, falecido na segunda-feira, 21 de abril.
Em postagem no Instagram, Lescano afirmou que a morte do pontífice representa o fim de uma era marcada por “distorções doutrinárias” dentro da Igreja Católica.
A parlamentar bolsonarista escreveu que “o comunismo já não se esconde mais, está sentado em tronos e púlpitos”, acusando o alto clero de ser contaminado por ideologia e relativismo. Segundo ela, a Igreja necessita de uma “purificação urgente”. No seu perfil, Mariana se declara conservadora e anticomunista.
Lescano ainda declarou: “Francisco se foi um dia após a Páscoa. Não acredito que isso seja coincidência. Há uma limpeza espiritual acontecendo. Quem não cumpre o chamado será retirado. Deus está agindo”.
A vereadora defende a eleição de um novo papa com perfil conservador e “fiel à tradição”, que retome o que chamou de “valores cristãos claros”. Ela afirmou que não é mais possível “ser católico e fazer o jogo da esquerda”, e que o tempo de tentar agradar ao mundo acabou.
As declarações geraram forte repercussão nas redes sociais. Diversos usuários reagiram negativamente às palavras da vereadora. Um dos comentários afirmou: “Você colocaria Jesus na cruz certamente”. Outro escreveu: “Papa que pregava igualdade, inclusão, acolhimento. Coisas que Jesus sempre defendeu”.
Em contrapartida à fala da vereadora, o Progressistas publicou uma nota exaltando o legado de Francisco.
“Um dia de silêncio para o mundo. Hoje nos deixou o Papa Francisco, líder espiritual admirado por católicos e não católicos. Primeiro Papa latino-americano, cultivou um legado de fé, humildade, solidariedade e defesa incansável dos mais vulneráveis. Que sua mensagem de paz e amor siga nos guiando”, declarou a sigla em suas redes sociais.
O conclave que escolherá o novo papa deve ocorrer nos próximos 15 a 20 dias, conforme as regras do Vaticano. Enquanto isso, a liderança da Igreja Católica ficará sob responsabilidade do Colégio Cardinalício.
A sucessão papal movimenta o cenário eclesiástico mundial e atrai a atenção de fiéis e autoridades católicas em todos os continentes. A expectativa cresce em torno da definição do nome que ocupará o posto mais alto da Igreja, especialmente após o histórico papado de Francisco, o primeiro da América Latina.
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