Conforme reportado pela Folha de S.Paulo, assessores próximos ao ministro montaram uma estratégia para ligar o deputado a um ativista que disseminava a tese da fraude nas eleições presidenciais brasileiras.
Alexandre de Moraes e Carlos Bolsonaro. Foto: Divulgação
As mensagens trocadas por assessores próximos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelam que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) estava na mira do magistrado durante as investigações sobre desinformação e ataques ao sistema eleitoral brasileiro.
Conforme reportado pela Folha de S.Paulo, as conversas ocorreram em novembro de 2022 e envolviam Marco Antônio Vargas, então juiz auxiliar de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Eduardo Tagliaferro, chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED).
Os diálogos mostram uma estratégia para ligar o parlamentar a um ativista argentino que, em transmissões ao vivo, disseminava a tese infundada de fraude nas eleições presidenciais brasileiras. Em uma das mensagens, Vargas mencionou o desejo de Moraes de "pegar" Eduardo Bolsonaro, indicando que havia um esforço concentrado para estabelecer essa conexão.
“Ele quer pegar o Eduardo Bolsonaro”, “A ligação do gringo com o Eduardo Bolsonaro”, declarou o juiz auxiliar de Moraes em 4 de novembro.
A busca por provas que relacionassem o deputado ao ativista continuou nos dias seguintes, com Tagliaferro encontrando um vídeo que associava Eduardo Bolsonaro a uma bandeira de um jornal que havia promovido as lives do ativista argentino.
"Se prender o EB, o Brasil entra em colapso”, disse o chefe do combate à desinformação. “Esse é bandido”, respondeu o juiz auxiliar de Moraes.
Após a revelação de que o gabinete do ministro Alexandre de Moraes,teria ordenado, através de mensagens e de maneira não oficial, a elaboração de relatórios pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fundamentar decisões do ministro contra apoiadores de Bolsonaro no inquérito sobre fake news no STF durante e após as Eleições 2022, a oposição no Congresso já se articula para pedir o impeachment do magistrado.
A senadora Damares Alves (Republicanos) afirmou na terça-feira, 13 de agosto, que o senador Eduardo Girão (Novo) apresentará um pedido de impeachment do ministro e sugeriu que o magistrado renuncie “pelo bem da democracia”.
“Temos mais de uma dezena de senadores que já manifestaram interesse em assinar. Se 5% do que foi divulgado hoje for verdade, espero que o ministro ainda durante esta noite ou esta madrugada, coloque a cabeça no travesseiro, reflita bastante e no raiar do dia apresente o pedido de renúncia. Vai ser mais fácil para todo mundo. É o mínimo que ele poderia fazer agora pela garantia de nossa democracia”, disse a senadora, que afirmou que os parlamentares farão uma coletiva de imprensa neta quarta-feira (14), às 16h, para detalhar o pedido.
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Relatora do processo disse que restringir previamente manifestações artísticas e culturais, apenas por conterem eventual conteúdo político, configura censura prévia.
Quando um homem agride, ameaça ou mata uma mulher, ele não age por ignorância, mas por convicção de que poderá recuperar sua liberdade em pouco tempo.
Essa proposta consta numa resolução elaborada pela presidência da Corte, composta pela ministra Cármen Lúcia e pelo vice Kassio Nunes Marques.
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