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Trump reduz parte do tarifaço, porém exportações brasileiras continuam com sobretaxas de até 40%

No documento em que anuncia o recuo parcial, Trump afirma que baseou sua decisão em novas informações recebidas de diferentes áreas do governo.

Cami Cardoso

15 de novembro de 2025 às 13:46   - Atualizado às 14:17

Trump e Lula.

Trump e Lula. Fotos: Reprodução/Redes Sociais e Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A decisão do governo dos Estados Unidos de retirar parte dos produtos agrícolas da lista de tarifas impostas por Donald Trump trouxe algum alívio para exportadores brasileiros, mas não resolveu o problema central. Mesmo com o recuo parcial anunciado na sexta-feira, 14 de novembro, o Brasil continua entre os países mais atingidos pelas sobretaxas que entraram em vigor ao longo deste ano.

A Casa Branca publicou uma ordem executiva que retira a tarifa recíproca de 10%, aplicada desde abril. Essa redução já vale desde a madrugada de quinta-feira, 13 de novembro, e tem efeito retroativo. Apesar disso, a taxa extra de 40%, oficializada em julho, permanece em vigor e continua impactando grande parte do comércio exterior brasileiro com os Estados Unidos.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que 73,8% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano ainda enfrentam tarifas adicionais. Antes do anúncio, o índice chegava a 77,8%. Isso significa que milhares de produtos continuam com custo elevado para entrar nos EUA, mesmo após a revisão.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que setores como químicos, plásticos, máquinas industriais e peças automotivas permanecem entre os mais prejudicados. Para muitos desses segmentos, a alíquota final continua próxima dos 40%, o que reduz a competitividade das empresas brasileiras.

No documento em que anuncia o recuo parcial, Trump afirma que baseou sua decisão em novas informações recebidas de diferentes áreas do governo, além de avaliar o andamento de negociações com parceiros comerciais e a demanda interna norte-americana. O texto menciona também a capacidade de produção dos EUA como um elemento que influenciou a mudança.

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A revisão tarifária foi divulgada um dia após a reunião entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington. Os dois discutiram caminhos para reduzir os impactos do tarifaço e trocaram propostas para tentar avançar nas negociações. Vieira afirmou que entregou aos norte-americanos uma sugestão formal para reorganizar as alíquotas e disse que os dois países trabalham para fechar um acordo inicial até o início de dezembro.

Embora a retirada dos itens agrícolas represente um sinal de diálogo, o peso das tarifas remanescentes ainda preocupa o setor produtivo brasileiro. Exportadores seguem avaliando como ajustar seus custos e estratégias até que as tratativas com os Estados Unidos avancem.

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