Donald Trump. Foto: Joyce N. Boghsian/Official White Houde
O presidente americano, Donald Trump, disse, na quarta-feira, 16 de abril, que a universidade de Harvard é uma "piada" e não deveria receber mais recursos federais, em um novo embate com centros de ensino superior de elite dos Estados Unidos.
Harvard se negou a acatar as exigências do governo Trump, que em represália anunciou o congelamento de 2,2 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 13 bilhões) em recursos federais. Além disso, exigiu um pedido de desculpas da universidade.
Dois meios de comunicação, CNN e Washington Post, informaram que Trump também pediu formalmente ao fisco que suprima a isenção concedida a Harvard.
"Harvard já nem sequer pode ser considerado um lugar decente de aprendizado e não deveria constar em nenhuma lista de melhores universidades do mundo", escreveu Trump em sua plataforma, Truth Social.
O presidente considera que a instituição recruta "esquerdistas radicais, idiotas e cabeças-oca".
"Harvard é uma piada, ensina ódio e estupidez, e não deveria receber fundos federais", acrescentou.
O presidente republicano acusa Harvard e outras universidades de permitirem o antissemitismo em seus campi.
A instituição, localizada perto de Boston, que integra a seleta Ivy League e com cerca de 30.000 estudantes, ocupa há anos os primeiros lugares do ranking acadêmico de universidades de Xangai.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi afetada por uma nova política dos Estados Unidos e teve seu visto emitido com identificação no gênero masculino. A parlamentar viajaria ao país para participar de palestras nas universidades de Harvard e MIT.
Segundo Hilton, o Itamaraty já foi acionado, e ela pretende denunciar o caso à Organização das Nações Unidas (ONU), por considerar a situação como um ato de transfobia.
"É transfobia de Estado. Trump transformou o governo americano em máquina de perseguição a minorias", declarou a parlamentar em nota.
Erika Hilton participaria do painel "Diversidade e Democracia", ao lado de outras autoridades brasileiras, durante o evento "Brazil Conference at Harvard & MIT 2025", que ocorreu no sábado, 12 de abril.
Em entrevista ao jornal O Globo, a deputada contou que estava pronta para embarcar quando recebeu o visto com o gênero masculino e decidiu não seguir com a viagem.
Tanto a certidão de nascimento quanto o passaporte da deputada registram seu gênero como feminino. Em 2023, a embaixada dos Estados Unidos havia emitido um visto com essa mesma identidade.
Recentemente, os Estados Unidos suspenderam a emissão de passaportes com o gênero "X", destinado a pessoas não binárias, em decisão tomada no dia 25 de janeiro deste ano, cinco dias após a posse do novo governo.
“É muito grave o que os Estados Unidos tem feito com as pessoas trans que vivem naquele país e quem lá ingressa. É uma política higienista e desumana que além de atingir as pessoas trans também desrespeitam a soberania do governo brasileiro em emitir documentos que devem ser respeitados pela comunidade internacional", afirmou Erika Hilton em nota.
Nas redes sociais, a deputada criticou a medida.
Sim, é verdade. Fui classificada como do "sexo masculino" pelo governo dos EUA quando fui tirar meu visto para ir à Brazil Conference, na Universidade de Harvard e no MIT.
Não me surpreende. Isso já está acontecendo nos documentos de pessoas trans dos EUA faz algumas semanas.
Não me surpreende também o nível do ódio e a fixação dessa gente com pessoas trans. Afinal, os documentos que apresentei são retificados, e sou registrada como mulher inclusive na certidão de nascimento.
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