Donald Trump. Foto: Reprodução/Redes Sociais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou seu discurso na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira, 23, para criticar a própria organização, acusando-a de ineficácia diante de conflitos globais.
Ele afirmou ter encerrado sete guerras "intermináveis" em oito meses, mas disse que "mesmo ajudando a terminar guerras, nunca recebi um agradecimento da ONU por isso". Segundo Trump, a instituição "só escreve cartas e suas palavras vazias não resolvem guerras".
O presidente argumentou que precisou agir "no lugar da ONU" para encerrar conflitos. Trump destacou ainda o fortalecimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que, segundo ele, está "mais forte e poderosa do que em qualquer período na História".
O republicano também defendeu a necessidade de impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, classificando-as como "um grande perigo". Ao mesmo tempo, exaltou a capacidade militar norte-americana: "temos as melhores armas do mundo. Não gostamos de usá-las, mas precisamos às vezes".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 22 de setembro, que o paracetamol, princípio ativo do Tylenol, pode estar associado a um risco maior de autismo e defendeu que o medicamento seja evitado durante a gravidez e na infância.
"Não se deve dar Tylenol a uma criança", declarou.
Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump alertou para que não tomem o medicamento "a não ser que você tenha uma febre insuportável e tome apenas um".
"Cuba não tem acesso a Tylenol e eles virtualmente não têm casos de autismo", disse, sem apresentar provas.
O republicano também voltou a falar sobre vacinas, dizendo não querer mercúrio ou alumínio em vacinas e que as doses contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR) "deveriam ser tomadas separadamente".
Ele acrescentou ainda que "não há razão para dar vacinas contra hepatite B a recém-nascidos". Novamente, não apresentou qualquer estudo a respeito.
Ao mesmo tempo, a Casa Branca publicou um gráfico que mostra uma disparada nas taxas de autismo em crianças de até 8 anos nos Estados Unidos entre 2000 e 2022.
Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apresentados pela Casa Branca, a prevalência quase quadruplicou em 22 anos, passando de 1 caso a cada 150 crianças para 1 em cada 31.
O levantamento indica que, em 2000, a taxa era de pouco mais de 6 diagnósticos por mil, enquanto em 2022 superou 32 por mil, evidenciando um aumento de quase 400% no período.
Estadão Conteúdo
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