Bolsonaro com aliados políticos. Foto: Divulgação/x
O poder das redes sociais como ferramenta política nunca foi tão evidente quanto em 2025. Um estudo da consultoria Bites, divulgado pela Folha de S.Paulo, revelou que parlamentares e líderes da direita dominam o cenário digital, com uma força digital sem precedentes. Entre janeiro e maio deste ano, os políticos de direita acumularam cerca de 1,48 bilhão de interações nas principais plataformas — mais que o dobro da soma dos perfis de esquerda (417 milhões) e centro (171 milhões).
A análise, que considerou os 250 perfis políticos mais influentes do Brasil, aponta uma força digital concentrada em nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao Partido Liberal (PL). Entre os 10 primeiros colocados em número de interações, todos têm ligação direta com a direita conservadora e compartilham um estilo de comunicação agressivo, direto e altamente viral.
Esses nomes consolidaram sua força digital através de conteúdos diários voltados para um público fiel e altamente engajado. A maioria aposta em vídeos curtos, transmissões ao vivo, frases de impacto e denúncias contra adversários políticos — especialmente os ligados à esquerda ou ao governo federal.
Especialistas afirmam que a direita brasileira investiu de forma estruturada nas redes sociais, formando verdadeiras redes de amplificação digital. A força digital desses parlamentares se fortalece ainda mais pela organização do discurso, o uso estratégico de plataformas como Instagram, TikTok, Facebook e YouTube, e o domínio da linguagem popular e emocional.
Além disso, muitos desses políticos possuem grande quantidade de seguidores e adotam uma postura combativa, o que gera compartilhamentos em massa e repercussões constantes — inclusive fora do ambiente digital.
Enquanto isso, parlamentares de esquerda e centro seguem em desvantagem. A linguagem mais institucional, o menor investimento em marketing digital e a dificuldade em viralizar conteúdo contribuem para uma presença digital mais tímida.
Segundo o levantamento, o engajamento médio por postagem também é maior entre os parlamentares de direita, o que reforça sua força digital diante de um eleitorado que consome e compartilha conteúdos políticos com intensidade.
O levantamento mostra que, mais do que um palco de opiniões, as redes sociais se tornaram uma arena política decisiva. E, por enquanto, a direita segue na liderança — com uma base sólida e cada vez mais ativa, alimentando a força digital que pode ser determinante nas próximas eleições.
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